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Brasil supera EUA em telefones por habitante

Proliferação de pré-pagos e de ligações grátis para mesma operadora elevou densidade da telefonia brasileira a 158% da população, diz FGV

Circe Bonatelli, O Estado de S.Paulo

25 de abril de 2014 | 02h08

As promoções para ligações para celulares da mesma operadora, que se popularizaram nos últimos cinco anos, ajudaram o Brasil superar os EUA em quantidade de telefones (fixos e celulares) por habitante. No Brasil, a proporção de linhas telefônicas é equivalente a 158% da população, segundo a 25ª Pesquisa Anual sobre o Uso da Tecnologia da Informação, divulgada ontem pela FGV. Nos EUA, essa proporção é de 156%. A média mundial é de 115%.

De acordo com o coordenador do levantamento, Fernando Meirelles, o aumento do poder de compra da população e a intenção de economizar na conta levaram à proliferação de linhas móveis no País.

Com chips de celular vendidos em bancas de revista a preços simbólicos, muita gente optou por ser cliente de mais de uma operadora. O consumidor se viu obrigado a evitar ligações para celulares de operadoras diferentes, diz Meirelles. Nos EUA, como as tarifas são mais baratas, isso não é necessário.

Dados divulgados na quarta-feira pela Agência Nacional de Telecomunicações mostram que o Brasil tem 273,6 milhões de linhas ativas de telefonia móvel. Apesar da densidade superior a um celular por habitante, cerca de 860 mil novas linhas foram habilitadas no mês passado. Os acessos pré-pagos representaram 77,6% no mês.

Televisão. No mercado de televisores, a Copa do Mundo representará o impulso que faltava para o mercado brasileiro atingir a média de um aparelho por habitante. Atualmente, 97% da população tem uma TV. A média mundial é de 72%. "Estamos muito perto do um para um e vamos ter um impulso nas vendas por causa da Copa do Mundo", afirmou Meirelles.

Já no caso dos computadores - segmento que inclui desktops, notebooks e tablets -, a perspectiva é de que o Brasil atinja marca equivalente à sua população somente em 2016. Hoje, 67% da população brasileira é dona de um computador, porcentual acima da média mundial de 49%. Em 2014, as vendas devem crescer 10%, ante 19% em 2013.

Segundo Meirelles, essa desaceleração é natural, tendo em vista o grande número de vendas e de aparelhos que entraram em uso nos anos anteriores. "Um crescimento de 10% é alto considerando 2013 e a situação macroeconômica nebulosa que temos pela frente", disse.

A partir de agora, o destaque serão as vendas de tablets. Conforme dados da consultoria IDC, a venda de tablets deve superar, pela primeira vez, a venda de laptops e desktops ainda em 2014. A consultoria estima que 10,8 milhões de tablets deverão ser vendidos neste ano no País.

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