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Brasil Telecom deve ser preparada para venda

Até o início da próxima semana, os acionistas das duas operadoras analisarão as propostas recebidas esta semana para a compra da empresa

Nilson Brandão Junior, da Agência Estado,

20 de julho de 2007 | 21h25

A Brasil Telecom (BrT) deverá passar pelo mesmo processo que está em curso na Telemig, posta à venda pelos mesmos acionistas. Depois da compra da fatia da Telecom Italia (TI), pelos fundos de pensão e pelo Citigroup, que deve ser concluída em 60 dias, a empresa entrará na etapa de ajustes de governança para ser vendida.   A indicação é de fontes que acompanham o negócio. Na prática, os fundos e o Citigroup assinaram, em 2005, um acordo que previa que os negócios em que estão envolvidos no setor de telecomunicações no Brasil passariam por processos de melhoria corporativa e operacional, sucedidos de desinvestimento - venda das respectivas participações. Isso já está ocorrendo no caso da Telemig e da Amazônia Celular.   Até o início da próxima semana, os acionistas das duas operadoras analisarão as propostas recebidas esta semana para a compra da empresa. Não há informações oficiais sobre as ofertas. Sabe-se, contudo, que a liderança do setor está em jogo e pelo menos três ofertas foram feitas pela Vivo (da Telefónica e da Portugal Telecom), Claro (da mexicana América Móvil) e Grupo Oi (consórcio nacional que inclui Andrade Gutierrez, GP, Grupo Jereissati e fundos de pensão).   O acordo entre os fundos Previ, Petros, Funcef e o Citi previa também a recuperação do controle e gestão dos negócios em telecomunicação. Esse processo estava mais adiantado na Telemig do que na BrT. A Telecom Italia concordou, anteontem, com a venda dos 38% que detinha na Solpart, dona de 51% do capital ordinário da BrT. Os restantes 62% da Solpart são da Techold, formada, basicamente, pelos fundos, Citi e Opportunity.   Fontes que acompanham o negócio avaliam que a Techold deverá exercer o direito de preferência para a compra da fatia da TI. Na prática, isso não deverá alterar a simplificação acionária na cadeia de controle da BrT, já que fundos e Citi estão na Techold e não há perspectiva de retorno da TI para a BrT. As dúvidas seriam a resistência que o acionista minoritário Opportunity poderia oferecer à simplificação acionária da operadora.   Segundo a fonte, a saída da TI vai acelerar os ganhos de governança corporativa na empresa, que padeceu nos últimos anos de agressiva disputa interna entre os sócios, e melhorar a liquidez do negócio. De maneira simplificada, isso significa que as chances e facilidades para venda serão maiores. "Comprar a fatia da TI estava dentro do objetivo de melhorar as condições de liquidez da companhia", diz uma fonte.   Interesses - As alternativas da entrada de um parceiro estratégico ou ida ao mercado, por meio de oferta pública, foram admitidas pela mesma fonte. Haveria interessados no negócio, diz outra fonte, citando a Portugal Telecom (PT), que já teria feito sondagens informais.   A PT já declarou que quer ficar no Brasil, ainda que permaneça sócia da Vivo, e cogita até formar uma empresa luso-brasileira numa eventual fusão de Oi e BrT. Um acionista da Oi também foi procurado pela PT recentemente. Os egípcios da Orascom já quiseram comprar a BrT este ano.   Embora uma possível fusão com a Oi esteja no radar de acionistas da BrT, sob o argumento de que isso valorizaria o ativo, a venda para um parceiro estratégico também é considerada. Há um impedimento para que o mesmo grupo seja dono de duas concessões. "Se não ocorrer alteração na legislação, não vamos ficar esperando eternamente. Se no meio do caminho ocorrer uma mudança, vamos avaliar com cuidado essa possibilidade", disse uma fonte.

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