Brasil Telecom lança ADRs em Nova York

A Brasil Telecom (BrT) - empresa de telefonia fixa que atua na região centro-sul do País - lista hoje às 9h30 (12h30 no horário de Brasília) um volume de American Depositary Receipts (ADRs) equivalente a US$ 1,5 bilhão na Bolsa de Valores de Nova York (Nyse). O ADR é um certificado, emitido por bancos norte-americanos, que representa ações de uma empresa fora dos Estados Unidos (veja mais informações no link abaixo). Os ADRs que a BrT lança são de nível 2, ou seja, comercializados na Bolsa, lastreado cada um por 3 mil ações preferenciais (PN, sem direito a voto) da empresa sem novas emissões de papéis. Existem também ADRs de nível 1 e 3. Os ADRs de nível 3 consistem em ações novas, vendidas no pregão de Nova York a exemplo das da Petrobrás, e os de nível 1 são os comercializados no chamado mercado de balcão.A Brasil Telecom será a segunda a testar a Bolsa de Nova York depois dos atentados terroristas do dia 11 de setembro e 29.ª de capital nacional a figurar no pregão da Nyse, entre aquelas que emitiram ADRs de nível 2 e 3. A Cemig foi a primeira a ser listada após os atentados. Os ADRs da Brasil Telecom, denominados BTM, passam a ser visualizados no pregão nova-iorquino. Números da empresa Sem valor de face, com a exigência da Nyse que cada ADR tenha valor superior a US$ 10 para ser listadas, os papéis têm como lastro as 295.569.090.348 ações preferenciais (PN, sem direito a voto). Desse montante, a Brasil Telecom Participações, detém 38,8% dos papéis, e o restante está em poder do público. Nos Estados Unidos, a operação está sob o comando do Citibank e no Brasil do Bradesco. O total de ADRs que poderão ser negociadas equivale a 35% do valor patrimonial da empresa em bolsa, pela cotação de quarta-feira.Hoje, a dívida da BrT, empresa controlada pelo Opportunity de Daniel Dantas, fundos de pensão capitaneados pela Previ (fundo de pensão dos funcionários do Banco do Brasil) e Italia Telecom, é de R$ 2,4 bilhões, dos quais uma fatia de 11,8% em dólares. No ano passado, a receita bruta da empresa foi de R$ 7 bilhões, o que representou um crescimento de 20% em relação a 1999.

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