Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão

Desemprego recua para 11,6%, mas ainda atinge 12 milhões

Levantamento aponta que índice é o menor desde junho de 2016, quando a taxa de desemprego também ficou em 11,6%

Daniela Amorim, O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2018 | 09h34
Atualizado 28 de dezembro de 2018 | 14h20

RIO DE JANEIRO - A taxa de desemprego no Brasil ficou em 11,6% nos três meses até novembro, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, 28. O porcentual é o mais baixo desde junho de 2016 e representa mais de 12 milhões de brasileiros desempregados. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).

Segundo o levantamento, o País criou 1,3 milhão de postos de trabalho em um ano, o que fez com que a quantidade de pessoas sem emprego caísse em 364 mil brasileiros em doze meses.

O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, destacou que a geração de vagas ainda não é o suficiente para reduzir o contingente de desocupados. Apesar do avanço no número de pessoas trabalhando, o total de desempregados ainda é o dobro do registrado há quatro anos, completou o pesquisador.

No trimestre encerrado em novembro, o País atingiu o recorde de 93,189 milhões de ocupados, 1,241 milhão a mais do que no trimestre terminado em novembro de 2017. Mas ainda havia 12,206 milhões de pessoas desempregadas, 364 mil a menos que o registrado um ano antes.

A população inativa aumentou em 696 mil pessoas em um ano, para um total de 65,096 milhões. Como resultado, a taxa de desemprego saiu de 12,0% no trimestre até novembro de 2017 para 11,6% no trimestre até novembro de 2018, a mais baixa desde o trimestre encerrado em julho de 2016, quando também era de 11,6%.

"Em 2014, tinha 6 milhões de desocupados. Tínhamos taxa (de desemprego) de 6,5%, hoje está em 11,6%", ponderou Azeredo. "De 2014 para cá, perdeu-se 4 milhões de vagas com carteira. Se o marido perde a carteira de trabalho, a esposa vai procurar trabalho, o filho vai procurar trabalho, para tentar recompor aquilo que perderam de estabilidade", completou.

O Instituto também anunciou que a aumentaram os brasileiros que trabalham sem carteira assinada pelas empresas. A população que trabalha sem carteira assinada no setor privado subiu 498 mil em um trimestre. Com isso, o Brasil bateu um recorde de aproximadamente 11,7 milhões de brasileiros nessa situação. No mesmo período, o mercado de trabalho perdeu 6 mil vagas com carteira assinada.

No trimestre encerrado em novembro deste ano, o patamar de trabalhadores com carteira assinada no setor privado desceu a 32,962 milhões, menor patamar da série histórica iniciada em 2012.

Durante o mesmo trimestre, mais de 528 mil brasileiros aderiram ao trabalho por conta própria. Isso também representou um recorde de 23,8 milhões de pessoas para os três meses.

O número de pessoas ocupadas no País cresceu em relação ao trimestre terminado em agosto. Até novembro, o número era de 54,7% ante aos 54,1% registrado no período anterior. Já a quantidade de pessoas inativas diminuiu em 292 mil pessoas no trimestre, totalizando 65 milhões de brasileiros nessa situação.

Insuficiência de horas trabalhadas

A taxa de subocupação por insuficiência de horas subiu para 7,5% no trimestre até novembro de 2018, ante 7,3% no trimestre até agosto. Em todo o Brasil, há 7,028 milhões de trabalhadores subocupados por insuficiência de horas trabalhadas, um recorde na série histórica iniciada no primeiro trimestre de 2012.

O indicador inclui as pessoas ocupadas com uma jornada inferior a 40 horas semanais que gostariam de trabalhar por um período maior. Na passagem do trimestre até agosto para o trimestre até novembro, houve um aumento de 317 mil pessoas na população nessa condição. Em um ano, o País ganhou mais 570 mil pessoas subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas.

Faltou trabalho 

Ainda segundo a Pnad Contínua, faltou trabalho para 27,028 milhões de pessoas no País no trimestre encerrado em novembro deste ano. A taxa composta de subutilização da força de trabalho recuou de 24,4% no trimestre até agosto de 2018 para 23,9% no trimestre até novembro deste ano.

O indicador inclui a taxa de desocupação, a taxa de subocupação por insuficiência de horas e a taxa da força de trabalho potencial, pessoas que não estão em busca de emprego, mas que estariam disponíveis para trabalhar. No trimestre até novembro de 2017, a taxa de subutilização da força de trabalho estava mais baixa, em 23,7%.

 

 

 

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