Brasil tem a 16ª maior reserva de petróleo do mundo

O Brasil foi o país que mais aumentou as reservas de petróleo nos últimos 20 anos e ocupa a 16ª posição entre os de maior reservas provadas do mundo, segundo o levantamento anual realizado pela BP com dados comparados de 71 países. A BP é uma das maiores petroleiras do mundo (ex-British Petroleum) e o seu estudo é um dos principais referenciais do setor. Pelos dados da BP, o Brasil encerrou o ano passado com reservas provadas de 8,5 bilhões de barris de óleo, quando há 20 anos esse número era de 1,3 bilhão de barris. Em 2001 o aumento foi de 4,94%, enquanto a média mundial ficou em 0,36%. A participação do Brasil no total mundial está em 0,8%, com as reservas globais de petróleo somando 1,05 trilhão de barris, o que atende ao consumo mundial nos próximos 40,3 anos. Ou seja, se novas reservas não forem encontradas, o petróleo no mundo acaba antes de meados do século. No caso do Brasil, a relação corresponde a 17,5 anos. Os países árabes ocupam as maiores posições, com amplo destaque para a Arábia Saudita, com reservas de 261,8 bilhões, ou o equivalente a 30 vezes a posição brasileira. A segunda posição é do Iraque, com 112,5 bilhões de barris, seguido pelos Emirados Árabes Unidos, com 97,8 bilhões; Kuwait com 96,5 bilhões e Irã com 89,7 bilhões. Esses cinco países somados têm reservas de 569 bilhões, o que representa 54% das reservas mundiais e ressalta a importância dos árabes no mundo do petróleo. A sexta posição é ocupada pela Venezuela, com 77, 7 bilhões de barris, ou mais de nove vezes as reservas brasileiras. O outro país latino-americano melhor posicionado é o México, com reservas provadas de 26,9 bilhões de barris. Devido à intensa exploração, porém, as reservas mexicanas estão se reduzindo de forma acelerada. No ano passado, por exemplo, o país viu suas reservas encolherem 4,81% e nos últimos 20 anos houve redução de 52,80% nas reservas provadas daquele país. Ao nível atual de produção, em que boa parte é exportada para os Estados Unidos, os mexicanos terão petróleo para os próximos 21,7 anos.

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