Brasil tem a ganhar com exportação de serviços, diz secretário

O Brasil tem demandas a fazer nas negociações para a liberalização do setor de serviços, em andamento na rodada Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). Segundo o secretário Felipe Hees, da Divisão de Comércio de Serviços do Ministério das Relações Exteriores, o Brasil tem interesses exportadores nos segmentos de distribuição de produtos agrícolas, construção civil, software bancário, turismo e serviços audiovisuais (filmes e novelas, por exemplo). Hees qualificou como equivocadas as análises de que só em comércio agrícola é que o Brasil tem a ganhar nas negociações internacionais. E também afirmou que, ao contrário do senso comum, o Brasil não será prejudicado com a abertura do setor de serviços, pois também tem o que reivindicar nessa área. Ele admitiu, no entanto, que faltam estudos para avaliar quanto o Brasil poderá ganhar com a exportação de serviços. Mas ressaltou que, por conta do déficit estrutural que País tem na balança de serviços, as exportações tendem a ter forte impacto positivo nas contas externas. Já o embaixador Luiz Felipe Seixas Corrêa, principal negociador do Brasil na OMC, defendeu o fortalecimento do Mercosul como a base para o Brasil ampliar sua presença comercial no mundo. Apesar da crise econômica que atinge o bloco, o diplomata acredita que é preciso criar, de fato, um mercado comum entre Brasil-Argentina-Uruguai-Paraguai, com políticas macroeconômicas e industriais integradas. "O Mercosul não pode ser regulado apenas pela tarifa externa comum", afirmou o embaixador, no encerramento do seminário ´A OMC e os Desafios do Comércio Mundial´, realizado no Rio de Janeiro, completando que "o Mercosul é a nossa melhor forma de inserção comercial e a integração é o maior reforço ao bloco".

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