Brasil tem apenas metade do crescimento de alguns emergentes

A velocidade do crescimento da economia brasileira neste início do ano não passou da metade do ritmo de outros países. Enquanto o Brasil cresceu 0,3% no primeiro trimestre, ante o último trimestre do ano passado, um grupo de 13 países selecionados em levantamento da GRCVisão avançou 0,7%. O baixo crescimento poderá levar a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal) a rever suas projeções para 2005 para o País e a região."Os juros altos, em grande parte, são os responsáveis por este crescimento pífio do PIB (Produto Interno Bruto)", disse o consultor Alex Agostini, da GRC. O levantamento inclui países com informações disponíveis, como Estados Unidos, da zona do Euro, Reino Unido, Japão e os emergentes México, Chile e Grécia. Para Agostini, o baixo crescimento relativo é um fator que prejudica as decisões de investimento e a atração de novos empreendimentos.O economista ressalta que mesmo países europeus, que vêm enfrentando forte valorização da moeda e problemas internos, cresceram mais do que o Brasil, casos da Alemanha (1,0%) e Espanha (0,2%). "A situação é crítica, porque os produtos destes países perderam competitividade por causa do euro caro. Além disso, há os problemas de mercado de trabalho. Os problemas na produção afetam o emprego, a renda", comenta o consultor.Queda na expectativa de crescimentoNa comparação com o mesmo período do ano anterior, a variação do Brasil (2,9%) ficou abaixo de outras economias, caso da chinesa (9,4%), chilena (5,7%) e americana (3,5%). Nos últimos dois anos, o crescimento da economia brasileira havia ficado abaixo da evolução no continente, com base nos dados da Cepal. O Brasil cresceu 0,5% e 4,9%, respectivamente em 2003 e 2004; a região avançou 1,9% e 5,5%. Para 2005, a Cepal estimava crescimento de 4% para o Brasil.O diretor da Cepal para o Brasil, Renato Baumann, informou que as última previsões foram elaboradas em novembro do ano passado e divulgadas em dezembro. Entre julho e agosto, sairão os novos números de projeções da comissão. Baumann não antecipou quais serão os resultados, mas reconheceu que "provavelmente" a estimativa brasileira deverá ser revista para baixo. A GRC já recalibrou sua estimativa de 3,5% para 3,1%.

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