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Brasil tem condição de adotar medida macroeconômica sofisticada

O diretor gerente do FMI, Rodrigo de Rato, disse que uma política fiscal anticíclica mostra claramente "que um país que adota uma política macroeconômica sustentável e com credibilidade tem melhores chances de implementar medidas mais sofisticadas e amplas no sentido macroeconômico". A declaração de Rato veio em resposta ao questionamento sobre a possibilidade de o Brasil estar preparado para adotar uma política de superávit primário anticíclico. Superávit é a arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais. Pelo mecanismo de superávit anticíclico, o País precisa produzir um superávit maior quando a economia cresce mais, e pode apresentar um superávit menor quando a economia cresce menos.Rato indicou, em sua longa resposta, que o Brasil está preparado para isso. "Certamente acredito que as reformas adotadas pelo Brasil e as políticas orçamentárias do País têm sido extremamente bem sucedidas nos últimos anos. Então, o sucesso das reformas e as políticas macroeconômicas nos últimos anos dão oportunidade às autoridades econômicas brasileiras de usar novas ferramentas para enfrentar os desafios de, por exemplo, mudanças no ambiente de taxas de juros mundial."Agenda de reformasSegundo ele, o FMI acredita que a agenda de reformas estruturais é muito importante para permitir ao Brasil condições de maior crescimento sustentado, possibilitando uma redução dos spreads - diferença entre os juros de captação e as taxas cobradas nos empréstimos - dos seus instrumentos financeiros e também permitindo adotar regras orçamentárias mais flexíveis.Na opinião de Rato, a capacidade de um país para adotar uma política fiscal anticíclica depende tanto dos fatores externos como domésticos. "Reformas estruturais e ampla base tributária são elementos muito importantes para um país poder adotar tal política. Quando a arrecadação de impostos de um país não chega nem a 50% do PIB, a capacidade desse país de implementar uma política fiscal anticíclica é muito limitada."Rato disse concordar que há limitações externas para um país adotar medidas anticíclicas, mas disse que fatores domésticos também desempenham papel importante nisso. "Agendas de reforma não apenas em um país, mas em muitos países, também são ferramentas importantes para ganhar independência. Mas aprovar essas reformas não basta, é preciso que os países mantenham essas reformas, uma vez aprovadas."

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