Brasil tem condições de crescer acima de 5% em 2006, diz Furlan

O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, acredita que o País tem condições de crescer no mínimo 5% este ano, superando as projeções do mercado, que são de alta de 4% no PIB. Segundo o ministro, "não é um grande desafio" atingir esse porcentual, desde que continuem a ser feitos alguns ajustes, como a continuidade da redução dos juros, o aumento dos investimentos e melhoria na infra-estrutura, além de redução de entraves burocráticos que possam limitar o incremento das exportações. Furlan destacou que as baixas taxas de inflação, a redução da dívida pública e a continuidade do avanço das exportações já estão consolidadas, o que permite ao País crescer pelo menos 5% neste ano, considerando que os pequenos ajustes sejam feitos. O ministro afirmou que a atual situação do Brasil está favorável à construção de uma plataforma de crescimento permanente. "Agora é hora de jogarmos no ataque, perdendo o medo de crescer. Para isso, é só fazermos o que está combinado", afirmou o ministro, referindo-se ao cumprimento de metas já estabelecidas de inflação e de superávit. Inflação controlada e juros menores Furlan voltou a defender a queda da Selic, a taxa básica de juros da economia. Para ele, os juros menores podem, ao mesmo tempo, estimular os investimentos e o mercado interno, fatores altamente necessários para o crescimento do País acima dos 4% projetados pelo mercado. O ministro elogiou o corte da Taxa de Juro de Longo Prazo (TJLP) de 9% para 8,15% e disse que a redução mostra o compromisso do governo federal com o estímulo aos investimentos. Furlan espera que nas duas próximas reuniões do Conselho Monetário Nacional (CMN), uma em julho e outra em setembro, ocorrem dois novos cortes, fazendo com que o Brasil tenha uma taxa de longo prazo mais competitiva. Ele afirmou que o novo ministro da Fazenda, Guido Mantega, compartilha com as idéias de o Brasil ter um plano de desenvolvimento, mas não fez qualquer crítica ao antecessor, Antonio Palocci, cuja atenção era mais voltada ao cumprimento das metas de inflação e de superávit primário.

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