Brasil tem déficit comercial de US$ 913 milhões

Embora resultados da segunda semana de novembro tenham sido superavitários, exportações ainda superam importações ao longo de todo o ano

Laís Alegretti, da Agência Estado,

11 de novembro de 2013 | 15h38

BRASÍLIA - O déficit da balança comercial brasileira em 2013 caiu com o resultado das duas primeiras semanas de novembro. Mas o saldo do comércio exterior brasileiro ainda é negativo, agora em US$ 913 milhões.

No mês até dia 10, a balança apresentou superávit de US$ 916 milhões, resultado de US$ 6,116 bilhões de exportações e de US$ 5,2 bilhões de importações.

Na primeira semana do mês, entre os dias 1º e 3 de novembro, registrou-se déficit de US$ 58 milhões. Na segunda semana, de 4 a 10 de novembro, o superávit foi de US$ 974 milhões.

Ao fim de outubro, o déficit acumulado no ano era de US$ 1,832 bilhão, o pior resultado desde 1998. As informações são do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Em entrevista no começo do mês à Agência Estado, o secretário de Comércio Exterior do MDIC, Daniel Godinho, disse esperar por saldo comercial positivo no fim de 2013.

A média diária das exportações brasileiras até a segunda semana de novembro, que ficou em US$ 1,019 bilhão. Representa queda de 0,4% na comparação com o resultado de igual período do ano passado, que foi de US$ 1,024 bilhão.

Esse recuo, segundo o MDIC, se deve à redução de 16,1% nas vendas de produtos manufaturados (principalmente devido a óleos combustíveis, etano, bombas e compressores, autopeças, tratores e suco de laranja não congelado) e à retração de 11,5% nas vendas de semimanufaturados (principalmente devido a semimanufaturados de ferro/aço, borracha sintética, celulose, ferro-ligas e açúcar em bruto).

Só apresentou crescimento no período a exportação de produtos básicos, de 18,9%. Os principais responsáveis por esse aumento foram soja em grão, fumo em folhas, minério de cobre, petróleo em bruto, farelo de soja, carne de frango e bovina e minério de ferro.

Compras. A média diária das importações em novembro, até a segunda semana, foi de US$ 866,7 milhões. Esse resultado ficou 16,1% abaixo da média do mesmo período do ano passado, que foi de US$ 1,033 bilhão. Segundo o governo, caíram as compras principalmente de combustíveis e lubrificantes, em 56,9%, adubos e fertilizantes, em 41,5%, borracha e obras, em 11,4%, veículos automóveis e partes, em 11,3%, e equipamentos mecânicos, em 9,5%.

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