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Brasil tem maior corte de empregos formais para março desde 1992

Foram eliminados 117,8 mil postos de trabalho no mês passado; comércio foi o setor que mais demitiu

Célia Froufe, O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2016 | 15h37

O Brasil perdeu 118.776 vagas formais de emprego em março, informou o Ministério do Trabalho e Previdência Social. Este é o pior resultado para o mês desde 1992, quando começou a série histórica. O pior março desde então havia sido registrado em justamente em 1992, com o fechamento de 79.316 postos de trabalho.

Os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) de março são fruto de 1.374.485 contratações e 1.493.261 demissões no período. No primeiro trimestre deste ano, o saldo de postos fechados é de 319.150, com ajuste, ou seja, incluindo informações passadas pelas empresas fora do prazo. No acumulado dos últimos 12 meses, o País encerrou março sem 1.853.076 vagas, com ajuste.

O setor de comércio foi o que mais eliminou vagas formais de emprego em março, sendo responsável pelo fechamento de 41.978 postos no mês passado.

Praticamente empatados na segunda posição de setor que mais fechou postos com carteira assinada em março ficaram a indústria da transformação e a construção civil. No primeiro segmento, houve perdas de 24.856 vagas e, no segundo, de 24.184. No caso de serviços, houve 18.654 desligamentos e, no de agricultura, 12.131.

Mais uma vez, em meio a tantos fechamentos de postos, a administração pública foi a única a ter saldo positivo, com a criação de 4.335 vagas; o setor extrativo mineral teve menos 964 vagas e os serviços industriais de utilidade pública ficaram com menos 344 postos. 

 
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