Brasil tem pior desempenho em exportações entre emergentes

No entanto, País sobe uma posição em ranking da OMC e torna-se o 23º maior exportador do mundo

Jamil Chade, de O Estado de S. Paulo,

17 de abril de 2008 | 10h01

O crescimento das exportações do Brasil foi, ao lado da Rússia, o menor entre os Brics (bloco formado pelas economias emergentes de Brasil, Rússia, China e Índia) e  representa apenas 1,2% do comércio mundial, segundo divulgou nesta quinta-feira, 17, a Organização Mundial do Comércio (OMC). Apesar disso, o País subiu uma posição no ranking dos maiores exportadores do mundo, ficando em 23º lugar, uma posição acima da que ocupava em 2007.     Veja também: FMI pede cooperação e controle da inflação diante da crise Economia dos EUA enfraquece com queda no consumo, diz Fed Economia global vive situação entre 'gelo e fogo', diz FMI  Cronologia da crise financeira  Entenda a crise nos Estados Unidos     No ano passado, as exportações brasileiras registraram crescimento de 17% (somando US$ 161 bilhões), segundo a OMC, mesma variação apresentada pela Rússia. Na China, que ocupa a segunda posição no ranking de exportadores, o crescimento das vendas externas foi de 26% e na Índia de 20%.   No relatório, a Organização afirma que as economias em desenvolvimento estão amortecendo a desaceleração do comércio mundial. Em 2006, o comércio global cresceu 8,5%. Segundo as estimativas preliminares da OMC, esse número diminuiu para 5,5% em 2007 e pode ser de apenas 4,5% neste ano.   Uma queda que poderia ser ainda maior "já que a forte desaceleração econômica pela qual passam os países desenvolvidos só se vê compensada em parte pela continuação de um vigoroso crescimento das economias emergentes", diz o relatório.   A redução da demanda nas economias desenvolvidas em 2007 reduziu o crescimento econômico mundial de 3,7% para 3,4%. Por outro lado, nas regiões em desenvolvimento o crescimento chegou a quase 7%.   Apesar da forte desaceleração nos países desenvolvidos, as economias emergentes e a Comunidade de Estados Independentes (CEI) mantiveram ou aumentaram o crescimento de sua produção, sendo responsáveis por mais de 40% do aumento mundial da produção.   Além disso, no ano passado, a participação dos países em desenvolvimento no comércio mundial alcançou um novo recorde, de 34%. "O brusco aumento dos preços de produtos básicos - principalmente combustíveis e metais - se traduziu em uma importante melhora da situação financeira da maioria das regiões em desenvolvimento e impulsionou as importações", diz o texto.   Por outro lado, os economistas da instituição advertem que as turbulências financeiras dos países desenvolvidos "obscureceram as perspectivas para o comércio mundial em 2008".   A previsão é de que os mercados desenvolvidos registrem crescimento econômico seja de 1,1%. Em contraposição, os estudos indicam que os países em desenvolvimento crescerão em torno de 5% e terão um aumento nas importações superior a 10%.   (com Efe)

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