Brasil tem que abrir a carteira, diz imprensa Argentina

A imprensa argentina diz que o presidente argentino Néstor Kirchner está irritado com o protagonismo político do Brasil, intensificado pelo papel desempenhado na crise equatoriana. Afirma também que existem problemas econômicos. Para os jornais do maior sócio brasileiro do Mercosul, se o Brasil pretende ser o líder na região terá que "abrir a carteira". O centenário jornal econômico "El Cronista" colocou como título "A Argentina voltará a reclamar ao Brasil a introdução de salvaguardas". O diário sustenta que Kirchner não pretende apoiar o Brasil como líder político regional sem ter um benefício para a indústria. Para o "Clarín", (o chanceler Rafael) "Bielsa admitiu diferenças com o Brasil e a ausência de respostas". A "ausência" refere-se à falta de uma posição do governo Lula sobre as demandas argentinas de execução de um sistema de salvaguardas comerciais, com as quais Kirchner poderia reforçar o protecionismo contra os produtos brasileiros. O assessor do presidente Lula para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia, afirmou ao diário que as divergências entre os dois países "não podem resolver-se na Bombonera (o estádio do time Boca Juniors) ou no Maracanã". Segundo ele, "não é bom que haja tanta suscetibilidade" entre Buenos Aires e Brasília. Segundo o jornal "La Nación", Kirchner e Lula possuem "estratégias diplomáticas opostas".

Agencia Estado,

03 Maio 2005 | 16h52

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