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Brasil tem superávit primário recorde no 1º semestre

Resultado, de R$ 71,674 bilhões, é maior desde o início da série histórica do Banco Central, em 1991

Reuters e Agência Estado

31 de julho de 2007 | 10h43

As contas do setor público (União, governo federal, estados, municípios e empresas estatais) registraram superávit primário de R$ 71,674 bilhões no primeiro semestre de 2007. O resultado, que equivale a 5,90% do Produto Interno Bruto, é o melhor da série histórica do Banco Central, iniciada em 1991.  Com esse superávit primário - que representa as receitas do governo menos as despesas, sem considerar o pagamento de juros da dívida -, o setor público precisa registrar uma média mensal de apenas R$ 4 bilhões para cumprir a meta de R$ 95,9 bilhões estabelecida para este ano.     "É uma meta bastante razoável para se cumprir a despeito da aceleração de gastos que deve ocorrer no segundo semestre", disse o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes.  Após as despesas com os juros da dívida, que somaram R$ 78,854 bilhões durante os seis primeiros meses do ano, o setor público registrou déficit nominal de R$ 7,179 bilhões. O número é mais de três vezes menor que o déficit no mesmo período de 2006, de R$ 24,486 bilhões.  De acordo com Altamir, o desempenho primário do governo tem levado a uma redução significativa no saldo negativo após o pagamento dos juros, tanto nos dados mensais como em todo o ano. Junho O resultado de junho, de R$ 11,647 bilhões, também foi recorde. O resultado foi impulsionado pelo desempenho positivo das contas dos governos regionais, sobretudo dos Estados, que registraram um superávit de R$ 2,986 bilhões.  No mês passado, a despesa com juros somou R$ 10,970 bilhões, levando o setor público a um superávit nominal de R$ 677 milhões, ante déficit de R$ 7,452 bilhões em maio e déficit de R$ 6,991 bilhões em junho do ano passado.  Dívida O BC informou ainda que a dívida líquida total do setor público atingiu 44,3% do PIB em junho, ante 44,7% em maio. Em dezembro do ano passado, a relação dívida/PIB estava em 44,9%.   Segundo Altamir, a projeção do Banco Central para a relação dívida/PIB em julho é de estabilidade, ou seja, o indicador deve continuar nos 44,3% registrados no mês passado.  Embora não faça projeções para o superávit primário, Altamir disse ter expectativa positiva em relação às contas fiscais deste mês. Em relação ao resultado do mês passado, ele destacou que a queda na relação dívida/PIB foi significativa por força do resultado do superávit primário elevado e, conseqüentemente, do superávit nominal verificado no mês. "A tendência de redução na relação dívida PIB está mantida", disse Altamir.

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