Brasil tenta reverter decisão da UE sobre risco da Vaca Louca

O Brasil tentou "argumentar" com a União Européia para que o rebanho brasileiro fosse mantido na categoria de risco 1 para o chamado "mal da vaca louca". Na primeira semana de agosto, o risco foi elevado de 1 para 2. "Eles (União Européia) não foram sensíveis aos nossos argumentos", afirmou Guilherme Dias, do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura. A classificação atual não impede o comércio. Um dos motivos que levou a União Européia a mudar a classificação do rebanho brasileiro foi, segundo a iniciativa privada, a falta de informações sobre os animais importados de países que tiveram focos da doença. Dias afirmou que essas informações foram apresentadas como argumento para manter a categoria, mas não foram aceitas pela União Européia. Segundo ele, o Brasil importou, desde de 1980, 18.073 bovinos de países que registraram posteriormente focos da doença, como Estados Unidos, Canadá e países europeus. As importações foram suspensas a partir de 1990, conforme foram surgindo os casos de "vaca louca". Do total de animais importados, 80% foram rastreados pelo ministério. "Do total que foi rastreado, a maior parte já morreu", disse. Com base em estudo para avaliação de risco da doença que está sendo elaborado por consultores, o governo também pedirá à Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) o reconhecimento do País como área livre da doença. O pedido deve ser apresentado em 2006 e avaliado pela OIE maio de 2007, quando acontece a reunião anual da organização.

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