Brasil terá 1ª eleição sem fuga de capitais, diz Mantega

Esta deve ser a primeira eleição em que pode sobrar dólares no mercado brasileiro valorizando o real. A avaliação foi feita pelo presidente do BNDES, Guido Mantega em entrevista no Consulado brasileiro em Nova York e reiterada em evento para investidores na noite de ontem, no Council Of Americas.Segundo Mantega, a apreciação do real deve-se a uma situação estrutural e não apenas conjuntural. "O Brasil é competitivo e prova disto é que mesmo com o câmbio neste patamar as exportações continuam se ampliando. Não precisamos de superávit de US$ 45 bilhões. O superávit poderia ser de US$ 35 bilhões e as importações poderiam aumentar", afirmou.Nas eleições de outubro próximo, Mantega não espera que o mercado sofra dos medos experimentados anteriormente, como o temor ligado a fuga de capitais. "Esta é a primeira eleição da história do País em período democrático em que não haverá corrida ao dólar", enfatizou em palestra aos investidores em Nova York.De acordo com o presidente do BNDES que prevê crescimento econômico de 4 a 5% este ano, o País experimenta atualmente "outro modelo de crescimento. Mesmo com a taxa do produto não tão alta, estamos verificando o fortalecimento do mercado interno. O presidente Lula escolheu um crescimento gradual, mas permanente, de modo a alcançarmos um ciclo de crescimento sustentável", completou. Sobre a venda da Light, Mantega afirmou que o BNDES não participa da escolha dos compradores, mas tem poder de veto. Destacou que a venda é um processo privado, cuja a seleção de compradores é feita pela Merril Lynch. "O BNDES não detém, não controla, mas participa. Não é reestatização. O grupo que detiver o controle é que vai gerenciar", salientou.

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