Brasil terá crescimento inferior ao de outros emergentes

Um estudo elaborado pelo Deutsche Bank sobre o potencial de crescimento de 34 países de 2006 até 2020 desenha um futuro não muito animador para a economia brasileira. Intitulado "Global Growth Centres 2020" (Centros de Crescimento Global 2020), o levantamento afirma que a média anual de expansão do PIB do País será de 2,8%, bem inferior à de outros grandes países emergentes como a Índia, China e Turquia. A performance da economia brasileira será inclusive superada pela do México, Chile e Argentina. No ranking dos 34 países avaliados, emergentes e desenvolvidos, o crescimento do PIB brasileiro está na 14a. Posição.O estudo, divulgado hoje, traça um quadro bem menos otimista do que recentes trabalhos similares feitos por bancos e consultorias, que colocam o Brasil como uma das economias emergentes que mais crescerão nas próximas décadas. O mais famoso foi o intitulado ´BRICs´, elaborado pelo banco Goldman Sachs e que coloca o Brasil, Rússia, Índia, China como as potências emergentes no longo prazo.Segundo o Deutsche Bank, a Índia deverá ter a maior taxa de crescimento, 5,5% anuais. Os outros doze países que deverão ter uma performance econômica melhor que a do Brasil são a Malásia (5,5%), China (5,2%), Tailândia (4,5%), Turquia (4,1%), Irlanda (3,8%), Indonésia (3,5%), Coréia do Sul (3,3%), México (3,2%) Chile (3,1%), Estados Unidos (3,1%), Argentina (3%) e Espanha (2,8%). A Rússia e a África do Sul não foram incluídos nesse ranking por não disporem de alguns indicadores que foram usados como base na sua elaboração.O estudo mostra que em 2020, a renda per capita do Brasil, que em 2002 era a 27ª maior entre os países avaliados, perderá três posições, superando apenas a da Índia e da Indonésia. Entretanto, no ranking de PIB bruto, o Brasil, que em 2002 ocupava a nona posição, passará a ser sétima maior economia em 2020, superando as do Reino Unido e Itália.

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