Brasil terá demanda para 330 jatos, diz Airbus

O mercado brasileiro de aviação deverá demandar 330 aviões comerciais de passageiros acima de 120 lugares nos próximos 20 anos, o equivalente a US$ 32 bilhões. A previsão foi feita ontem pela fabricante européia de jatos Airbus.Segundo a empresa, a demanda crescente no País é conseqüência do aumento no tráfego aéreo, que mais que dobrou desde 1990. Nos últimos dez anos, a companhia diz que o tráfego aéreo doméstico aumentou 77%. A projeção da Airbus é que as viagens aéreas na América Latina cresçam a uma taxa de 5,3% ao ano nos próximos 20 anos, acima da média mundial, estimada em 4,9%. A empresa respondeu por 61% das encomendas feitas no Brasil nos últimos dez anos, e espera aumentar essa participação com o lançamento de novos modelos.A-380 O vice-presidente sênior da Airbus para a América Latina, Caribe e Espanha, Rafael Alonso, afirmou que o Brasil deverá demandar até oito aviões de grande porte, como o A-380 fabricado pela companhia e que tem capacidade para levar até 850 passageiros, nos próximos vinte anos. Segundo o executivo, a TAM é uma das empresas que tem potencial para operar o A-380.Segundo Alonso, a Airbus tem conversado com a TAM para verificar a possibilidade de começar a operar o avião no País. "Estamos fazendo uma avaliação das rotas em que o modelo poderia operar", explica. Se a conclusão for positiva, a previsão é de que quatro a seis A380 estejam operando no País dentro de quatro anos. Questionado sobre a infra-estrutura necessária para trabalhar com um avião desse porte em aeroportos brasileiros, Alonso afirmou que será necessário apenas adaptações nos portões de embarque e desembarque. Segundo ele, as condições de pista são aceitáveis. O preço do modelo é de US$ 300 milhões, mas pode variar de acordo com a configuração. Atualmente a Airbus tem 196 pedidos firmes para o A380, de 17 clientes em todo o mundo. Três já operam hoje pela Cingapura Airlines. "Vamos entregar mais 10 aviões neste ano, distribuídas entre a Cingapura, Quantas, da Austrália e a Emirates Airlines, do Oriente Médio", disse.

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