Brasil terá fundo soberano com US$ 20 bilhões, diz Mantega

Neste fundo, o governo aplica em papéis com risco maior, mas com rentabilidade superior

Da Redação,

07 de maio de 2008 | 15h22

O Brasil terá parte de suas reservas aplicadas em um fundo soberano - uma forma de investimento com rentabilidade maior e risco mais elevado. O ministro da Fazenda Guido Mantega confirmou nesta quarta-feira, 7, que o valor deste fundo pode chegar a US$ 20 bilhões - o que representa aproximadamente 10% das reservas atuais do País. Mas, segundo Mantega, este dinheiro não sairá das reservas atuais. "Será dinheiro novo", disse.   Veja também:  Entenda o que é fundo soberano   Mantega esclareceu que os recursos não sairão das reservas atuais. Eles virão de uma fonte fiscal tributária ou da aquisição de dólares no mercado. "O Tesouro já compra dólares no mercado, já administra uma carteira de títulos e está habilitado para fazer estas operações", disse.   O ministro afirmou ainda que o governo não teme a entrada de capital especulativo no Brasil por causa da obtenção do grau de investimento pela agência de classificação de risco Standard & Poor's. Ele contou que, na reunião que teve mais cedo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, a avaliação sobre o upgrade foi positiva. "O Brasil será objeto de novos investimentos externos de boa qualidade", afirmou.   Segundo Mantega, a cobrança do IOF sobre aplicações de renda fixa já reduziu a entrada de capital especulativo no País. Para o ministro, esse tipo de dinheiro tem aumentado na Bolsa. Ele alegou que, na verdade, o Brasil já estava com condição de grau de investimento, o que já tornava o País bastante atraente. "O que poderá ocorrer agora é a entrada dos fundos de pensão que são mais conservadores e só aplicam em países com o grau de investimento, mas isso se dará com a prudência do momento presente."   Mantega argumentou que há uma falta de liquidez no mercado internacional, logo, "não tem muito dinheiro para vir para o Brasil". "Haverá um aumento gradual de investimento externo, e ele será positivo porque irá se somar aos investimentos que já estão ocorrendo no Brasil, de modo a ampliar a produção nacional e, eventualmente, as exportações", reforçou.

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