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Brasil terá ganho relativo após turbulência, diz Mailson

A turbulência atual nos mercados financeiros globais servirá para mostrar, no futuro, que o Brasil estava mais preparado para enfrentar crises externas do que se imaginava anteriormente. A afirmação foi feita hoje pelo ex-ministro da Fazenda e sócio da Tendências Consultoria Integrada Mailson da Nóbrega, durante palestra "Questões Fiscais e Previdenciárias no Brasil", realizada hoje pela Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (EESP-FGV). O evento é o segundo da série de encontros "Economia Brasileira em Perspectiva"."Estamos submetidos a um grande teste, que é esta turbulência. Mas depois que a volatilidade voltar aos níveis normais, provavelmente, o Brasil terá um ganho relativo em relação a outros países", avaliou Mailson, ponderando, porém, que não há duvidas de que se houver diminuição no ritmo de crescimento do mundo, o País também sofrerá.Mailson prevê que, mesmo com a crise, o Brasil receberá o título de grau de investimento em 2008, e comparou a turbulência atual à crise da Rússia, no final da década de 90, analisando que o cenário brasileiro hoje será totalmente oposto ao daquela ocasião. "Depois de passado tudo isto, tudo indica que o Risco Brasil vai ficar melhor em relação aos mercados emergentes do que antes da crise", estimou. "É um evento oposto ao da Rússia, quando aumentou a aversão ao risco brasileiro", continuou.InvestimentoEssa percepção de melhora do Risco Brasil fará com que o País continue a atrair investimentos externos. Ele considerou, entretanto, que o quadro doméstico poderia ser ainda melhor, ao final desse episódio, se não houvesse as "maluquices no campo fiscal". O ex-ministro disse acreditar também que a oferta de crédito no País continuará a se expandir na casa de dois dígitos, como já vem ocorrendo desde 2003. "Nem essa turbulência deve afetar o crescimento. Estamos no limiar de um ''''boom'''' de crédito imobiliário, que será o fator importante de geração de investimentos e de ampliação do potencial de crescimento", observou.

CÉLIA FROUFE, Agencia Estado

29 de agosto de 2007 | 13h02

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