Brasil terá novo cliclo de expansão em 2010, diz Mantega

Ministro vê vários sinais positivos que possibilitam uma resposta mais rápida do que em cliclos anteriores

Kelly Lima, da Agência Estado,

24 de agosto de 2009 | 12h07

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira, 24, que aposta num novo ciclo de desenvolvimento econômico para o Brasil a partir de 2010. Em palestra durante o Seminário Cenários e Perspectivas para o Brasil, promovido pelo jornal O Globo, Mantega destacou que o Brasil "foi um dos primeiros a sair da crise, o ajuste anticíclico promovido pelo governo foi mais rápido que em outros países e mais eficaz". "Além disso, a qualidade do ciclo de 2003-2008 facilita a percepção de que estamos hoje no limiar de um novo ciclo da expansão, que, a meu ver, começa logo em 2010", disse.

 

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Comparando o atual cenário "pós-crise" com o quadro vivido pelo País após o chamado Milagre Econômico, Mantega salientou que desta vez "não houve acúmulos de gargalos e desequilíbrios a serem expurgados no futuro". "Não estou fazendo uma crítica ao Milagre. Só estou querendo dizer que temos vários sinais mais positivos, que possibilitam uma resposta mais rápida do que naquela época", disse o ministro, citando o resultado da balança comercial no ciclo de 2003 a 2008, que foi positivo durante todo o período. "Já na época do Milagre isso não ocorreu." Munido de gráficos sobre os últimos 40 anos da economia brasileira, o ministro também ressaltou que "houve um salto qualitativo e não apenas uma continuidade do crescimento, a partir do novo governo, em 2003".

 

Aécio

Mantega rebateu declarações do governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB). O mineiro havia criticado a gestão pública e a concentração de alguns serviços essenciais na mão do governo federal. "Discordo do Aécio. O Estado pode ser ineficiente, sim, em vários aspectos. Mas pode ser muito eficiente também", disse Mantega. Mantega ainda afirmou que o papel do Estado "pode estimular gestão eficiente para promover desenvolvimento". "Se for para falar de ineficiência, podemos citar exemplos também de gestão nas empresas privadas", disse.

Ainda sobre as críticas do governador mineiro, Mantega destacou que todo o movimento anticíclico feito pelo governo federal para superar a crise foi com responsabilidade fiscal. "Estaremos entre os países que menos gastaram para fazer política anticíclica. O crescimento é sustentável porque foi mais dinâmico. Em outros momentos, o déficit público subia e deixava herança, assim como a dívida publica e a dívida externa. Agora isso não ocorre."

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