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Brasil terá superávit primário só a partir de 2021, diz Mansueto

O secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Mansueto de Almeida, reconheceu que o Brasil estava no meio de uma crise fiscal, não só numa recessão econômica, no início do ano passado

Daniela Amorim, Denise Luna e Vinícius Neder, O Estado de S.Paulo

04 Dezembro 2017 | 11h42

RIO - O Brasil ainda vai levar alguns anos para sair de um déficit primário para superávit primário, afirmou Mansueto de Almeida Junior, secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, em palestra durante o seminário Reavaliação do Risco Brasil, promovido pela Fundação Getulio Vargas (FGV) nesta segunda-feira, 4. Para ele, o País só voltará a registrar superávit em 2021. 

O secretário reconheceu que o Brasil estava no meio de uma crise fiscal, não só numa recessão econômica, no início do ano passado. "Essa trajetória de sair de déficit primário para superávit primário vai levar alguns anos", confirmou.

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"A dívida pública é excessivamente elevada. Se o Brasil fosse uma economia desenvolvida, a nossa dívida bruta não seria (considerada) tão alta. Para países em desenvolvimento é", frisou.

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Segundo ele, o País fez um ajuste fiscal nos anos 90 não pelo corte das despesas mas pelo aumento da carga tributária.

"Como a carga tributária não era tão anormal nos anos 90, ainda tinha espaço para aumentar arrecadação. Hoje esse aumento teria que ser muito grade, e isso poderia atrapalhar o desenvolvimento e o crescimento", avaliou. "Não dava pra continuar fazendo isso, senão iriamos pra uma cara tributaria perto de 40% do PIB e mesmo assim ela teria que aumentar anda mais", completou. 

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