Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Brasil vai crescer tranquilamente 3% em 2018, diz presidente da Câmara

Rodrigo Maia (DEM-RJ) mostrou-se confiante com a recuperação da economia e afirmou que, se a reforma da Previdência for aprovada, o crescimento econômico pode levar o País a ter problemas com o consumo de energia

Ricardo Leopoldo, correspondente, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2018 | 22h50

NOVA YORK - O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), mostrou-se confiante com o processo de recuperação da economia neste ano e em 2019, quando assumirá o próximo presidente da República. "O Brasil vai crescer tranquilamente 3% em 2018. E se aprovar a reforma da Previdência a gente vai ter um segundo problema, que é a questão da energia. Eu acho que o crescimento vai ser mais que 3% e pode começar a ter problema de consumo de energia", apontou.

Perguntado pelo Estadão/Broadcast se o ritmo de crescimento do PIB pode ser mantido em 3% em 2019, Maia respondeu que "se o próximo presidente da República sinalizar já na eleição que vai ser um presidente com o compromisso de um País equilibrado do ponto de vista fiscal", não vê "problema que o Brasil possa continuar crescendo neste mesmo patamar".

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Para o deputado do DEM, a responsabilidade fiscal "não pode estar na disputa política". "Até porque todos os governadores têm sofrido um descontrole fiscal, muitas vezes por irresponsabilidade do próprio governante e muitas vezes por circunstâncias da conjuntura econômica e das regras que não podem ser modificadas", destacou.

De acordo com o presidente da Câmara, os Estados têm o interesse de colaborar com um processo nacional de correção das contas públicas. "Eu fico pensando o que é melhor para um governador que pode ser candidato à reeleição em Minas Gerais se não colaborar com a reforma para que, se eleito for em 2018, possa continuar no governo com uma agenda de investimento, não com uma agenda emergencial como estava no ano passado para fechar custeio de saúde", apontou.

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Maia ressaltou que a melhora da gestão fiscal é a base para o avanço da economia do Brasil, o que permitirá a continuidade de programas sociais. "Precisa gerar emprego de carteira assinada para dar cidadania à sociedade. A gente somente fará isso se tiver coragem de enfrentar os problemas", disse Maia. 

"Depois da reforma da Previdência, quem quiser fazer um discurso sério para poder fazer uma agenda social séria vai precisar discutir as despesas obrigatórias do governo", apontou.

"Nós não temos só a parte de servidores públicos que têm benefícios muito acima da média do cidadão brasileiro, mas o setor privado também", afirmou Maia. "Tem muitos setores nos quais empresas têm benefícios desnecessários e que a gente vai precisar rever."

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Segundo o presidente da Câmara, "está na hora que a gente pare tudo e faça um debate de uma agenda" entre o governo e a oposição para encontrar pontos comuns que beneficiarão a sociedade. 

Ele ressaltou que tem ótimo relacionamento com os governadores, inclusive os eleitos pelo PT. "É preciso mudar a Constituição, para que no caso da própria Previdência, os Estados e municípios sejam beneficiados."

E completou: "Dá para pactuar uma agenda mínima, que não seja só a Previdência, aonde a gente tire do debate as paixões e a eleição de 2018. Isso beneficia a todos, ao próximo presidente e aos próximos governadores."

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