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Brasil vai propor ao Fundo mandato-tampão até 2012

O Brasil deve propor aos países -membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) que o novo diretor-gerente do órgão tenha um mandato até o fim de 2012, quando se encerraria o período de gestão de Dominique Strauss-Kahn. Desde ontem, o FMI começou a receber oficialmente as candidaturas para o posto que ficou vago com a renúncia de Strauss-Kahn, indiciado sob a acusação de crimes sexuais contra uma camareira de hotel em Nova York.

Renata Veríssimo / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

24 de maio de 2011 | 00h00

"Estamos analisando a possibilidade de sugerir que essa indicação agora seja apenas provisória para completar o mandato de Strauss-Kahn", afirmou Mantega. "Dessa maneira, para a sucessão propriamente dita, nós teremos um tempo maior para amadurecer, para conhecer melhor os candidatos", argumentou.

Mantega avaliou que o tempo é curto para analisar todas as candidaturas apresentadas até 10 de junho. Para ele, os candidatos precisariam de tempo para visitar os países com maior peso na instituição e apresentar propostas. "O processo é meio apertado", disse o ministro, lembrando que a eleição se encerrará até 30 de junho. Ele propôs que a escolha do novo diretor-gerente do FMI seja um ministro da economia ou presidente de banco central dos países do G-20.

Na avaliação de Mantega, dessa forma, apesar do curto mandato, o chefe do Fundo não ficaria enfraquecido para dar continuidade à condução da crise nos países da Europa. "Teríamos de escolher alguma pessoa já experiente, que no G-20 tenha acompanhado pari passu os problemas da economia mundial e que teria ajudado na solução."

Reforma. O ministro evitou comentar sobre nomes como o do presidente do Banco Central do México, Agustín Carstens, cuja candidatura foi anunciada ontem. Mantega disse que, a princípio, todos são bons candidatos, mas é preciso conhecer as propostas de cada um.

O Brasil quer alguém que dê continuidade ao processo de reforma do FMI, para garantir um peso maior dos países emergentes nas decisões do Fundo. Segundo Mantega, não há um nome brasileiro que atenda a estes critérios, mas a nacionalidade do candidato não é importante.

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