Brasil vai transferir tecnologia a Gana na produção de biodiesel

Acordo será firmado durante visita de Lula ao país africano, que utiliza carvão e madeira para obter energia

Agência Brasil,

18 de abril de 2008 | 10h59

Brasil e Gana atuarão em conjunto no desenvolvimento de bionenergia no país africano. O acordo que prevê a transferência de tecnologia brasileira para produção de etanol e biodiesel será firmado durante visita do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Gana, de sábado, 19, a segunda-feira, 21. De acordo com o embaixador de Gana no Brasil, Samuel Kofi Dadey, também serão firmados outros três acordos de cooperação nas áreas de combate e prevenção ao HIV/aids, biotecnologia da mandioca e plantação de florestas. Veja também: Não aceito confronto entre biocombustível e alimento, diz LulaEspecial sobre a crise de alimentos Álcool brasileiro tem menos impacto em alimentos, diz Bird  ONU pede medidas urgentes contra inflação de alimentos  A energia é tema prioritário na agenda do governo ganense. Grande parte da energia utilizada vem do carvão vegetal e da madeira, o que está acabando com a florestas. Além disso, o petróleo é um dos principais itens da pauta de importações do país africano. Em dezembro de 2006, o presidente de Gana chegou a pedir ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva que o Brasil ajude seu país a encontrar uma solução de longo prazo para a crise energética. A partir daí, segundo o embaixador africano, empresas brasileiras vêm analisando possibilidades de investimentos em Gana. "Sem dúvida, eles precisam da nossa ajuda para resolver esse gargalo energético que tanto os penaliza, faltam megawatts neste país para que ele possa crescer mais e o Brasil tem proposto algumas soluções", conta o embaixador do Brasil em Gana, Luis Fernando Serra. Entre os projetos em análise, segundo ele, estão a construção de hidrelétricas, de usinas de etanol e de depósitos de combustíveis.  A brasileira Constran, por exemplo, estuda a viabilidade de duas pequenas usinas hidrelétricas, de 90 megawatts cada. A mesma empresa participaria da construção da usina de etanol e de tanques de combustível - projetos privados, de acordo com o embaixador.  Também há perspectiva de construção de uma termelétrica com capacidade de 300 megawatts por um consórcio das empresas brasileiras Cobrapar e Thermes. A finlandesa Wärtsilä, líder mundial na fabricação de equipamentos para geração de energia termelétrica, forneceria os equipamentos. A Finlândia também financiaria parte dos equipamentos. "O consórcio está aqui, começou as conversações com o lado ganense e vamos ver se materializam", diz o embaixador.

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