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Brasil vai 'virar a produção industrial', diz Levy

Ministro da Fazenda apontou que 'há alguma coisa muito puxada na parte de automóveis' e não demonstrou surpresa ao comentar queda de 1,2% na produção do setor em abril

Andrei Netto, Fernando Nakagawa, O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2015 | 14h44

PARIS - O Brasil vai "virar a produção industrial". A promessa foi feita na tarde desta terça-feira, 2, pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, horas após a divulgação da contração de 1,2% da produção das fábricas em abril ante março. "A gente vai virar a nossa produção industrial", disse ao comentar que parte dessa contração registrada em abril foi gerada pela menor atividade no segmento de veículos. "Há alguma coisa muito puxada na parte de automóveis", disse.

"Obviamente nós tivemos alguns anos com muito apoio e uma produção (no setor de veículos), que foi muito mantida pelo crédito público. Aí, acho que é um período de acomodação", disse Levy após reunião com o comissário-geral da France Stratégie, Jean Pisani-Ferry. A France Stratégie é um órgão ligado ao primeiro-ministro francês voltado para políticas de longo prazo no país.

Apesar de não demonstrar surpresa com a queda na produção do setor de automóveis, Levy ressaltou que o segmento é importante. "Mas evidentemente eu acho que todo esse setor é relevante. O setor de autopeças a gente deveria pensar bastante. É uma área que deveria ter vantagem competitiva", disse. "Tem que ver se a estrutura de proteção favorece ou não favorece (a competitividade)", completou.

"Então, independentemente dos estímulos que a indústria teve no passado, eu acho que essa continua sendo uma indústria importante. Principalmente a cadeia de fornecimento dessa indústria é muito importante porque é ali que há diversificação da nossa base industrial", disse o ministro. 

Câmbio. O câmbio está no patamar que o mercado decide. A afirmação foi feita pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy. "Acho que o câmbio está no nível em que os mercados decidem e que reflete também a percepção da nossa produtividade", disse após o primeiro compromisso da agenda de menos de 48 horas na capital francesa. 

Sobre a taxa de câmbio, o ministro apenas comentou brevemente que o patamar do real "tem ajudado a indústria". Ao concluir o comentário sobre o câmbio, Levy disse que "esses elementos são cada vez mais importantes" para o horizonte após o ajuste econômico realizado atualmente. "Vencida a primeira parte do ajuste, (é importante) para que as pessoas tomem decisões de investimento.

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