Brasil vê com cautela criação de Banco do Sul

Representantes do governo brasileiro reagiram nesta quinta-feira com cautela à proposta do presidente venezuelano, Hugo Chávez, de criação de um Banco do Sul. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, classificou o projeto venezuelano como "interessante", porque aumentaria o volume de financiamento para projetos de integração, no entanto o considera uma medida mais de longo prazo. "Não é fácil de ser posta em prática, porque tem que se criar toda uma estrutura e depois colocar um corpo de funcionários", disse o ministro a jornalistas no saguão do Hotel Copacabana Palace, pouco antes da reunião de chanceleres e ministros da Fazenda do Mercosul. Mantega defendeu o aproveitamento de bancos já estruturados. "A proposta que temos é de, num primeiro momento, fortalecermos uma atuação conjunta do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) com o Banco de la Nación Argentina e o Banco da Venezuela", disse. O ministro do Desenvolvimento, Luiz Fernando Furlan, seguiu a mesma linha de raciocínio de Mantega e disse que ficaria mais feliz se os organismos atuais pudessem atuar de forma mais agressiva no âmbito regional. "O BNDES e a CAF (Comissão Andina de Fomento), em reunião na quarta-feira, chegaram a um acordo em relação ao aumento de capital da CAF com recursos do banco (BNDES)", disse Furlan. De acordo com o ministro, esse aporte é de 200 milhões de dólares

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.