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Brasil vê novo paradigma na decisão da OMC sobre algodão

O ministro da Agricultura, Roberto Rodrigues, disse que a decisão da Organização Mundial de Comércio (OMC) na disputa entre Brasil e Estados Unidos na questão do algodão norte-americanos prova que os subsídios explícitos distorcem o comércio mundial. O ministro afirmou que a decisão levará a um novo paradigma nas negociações internacionais, seja na OMC ou na Alca.Ele disse que os Estados Unidos têm o direito de recorrer da decisão, mas considerou difícil uma mudança no posicionamento da OMC. Na opinião do ministro, as provas apresentadas pelos negociadores brasileiros são consistentes. O ministro disse que irá agradecer ao ex-ministro Pratini de Moraes e ao então secretário de Produção e Comercialização do Ministério, Pedro de Camargo Neto, pelo empenho na luta contra os subsídios concedidos pelos EUA aos produtores de algodão.Em Brasília, o coordenador-geral de contenciosos do Ministério das Relações Exteriores, Roberto de Carvalho de Azevêdo, disse que o "o Brasil fez mostrar que os subsídios domésticos dos EUA são excessivos e que prejudicaram vários países, já que esta política reduziu os preços internacionais do produto". Entre 1999 e 2003, os Estados Unidos concederam aos produtores norte-americanos de algodão US$ 12,5 bilhões em subsídios. Nesse mesmo período, a safra norte-americana de algodão alcançou US$ 13,94 bilhões, o que significa que para cada dólar produzido, o governo pagou outros US$ 89,05.Ele considerou o resultado traz orientações não só para o algodão mas também para outros produtos como a soja, milho e arroz. Segundo Azevêdo, o relatório que contém 350 páginas é confidencial e por isso o Brasil não pode dar detalhes. Quando terminar o processo burocrático, no final de agosto, o relatório será divulgado para os países membros da OMC. A partir daí, começa a contar o prazo de 20 a 60 dias para que qualquer das partes apresente uma apelação. Os EUA já avisaram que vão recorrer. Ele evitou antecipar se o governo brasileiro retaliará os Estados Unidos.

Agencia Estado,

18 de junho de 2004 | 20h04

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