Brasil vencerá negociações sobre subsídios, diz fonte

O acordo sobre os subsídios, que deverá ser assinado no âmbito da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), deverá garantir certamente a posição brasileira de não abrir mão dos financimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) às suas siderurgias. A afirmação foi feita à Agência Estado por um alto funcionário da OCDE, participante às negociações dos últimos três dias, em Paris, com objetivo de fechar um tratado global para o fim dos subsídios do aço. ?O Brasil é um país importante e se quisermos que ele assine um tratado, teremos que fazer conceções", disse a fonte.A posição brasileira foi firme e não deixou margem à dúvidas: O Brasil não assinará um acordo que não permita a atuação do BNDES, a única estrutura brasileira capaz de financiar projetos de grande porte, como a construção de uma usina siderúrgica, por exemplo. A conclusão da Comissão Disciplinar dos Subsídios para a posição brasileira foi que esse tipo de ?subsídio? (financiamento do BNDES) é ?preventivo?.Outra questão fundamental para a diplomacia brasileira é o financiamento do desenvolvimento regional. Segundo o embaixador Waldemar Carneiro de Leão, diretor geral do Departamento Econômico do Itamaraty, ?o desenvolvimento regional brasileiro não é uniforme, não podemos aceitarnormas que nos bloqueiem e não nos permitam agir se houver necessidade?. O avanço quanto à aceitação da posição brasileira pode ser considerado um dos poucos progressos obtidos das discussões da OCDE, que abriu a rodada, na última quarta-feira, com um rascunho de acordo e muitasquestões pendentes. Uma delas era exatamente a oposição dos países industrializados aos interesses do Brasil, conforme afirmou o embaixador Carneiro Leão ao jornalista Reali Júnior, no primeiro dia da negociação, antecipando que o prazo mais realista para um possível tratado ?será omeio do ano que vem, quando a minuta poderá estar pronta?.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.