DENIS FERREIRA NETTO | ESTADÃO
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Brasil vende casas e carros para a Alemanha

Com dólar em alta, empresas têm preços competitivos e conseguem novos contratos

Cleide Silva, O Estado de S.Paulo

27 Dezembro 2015 | 05h00

A valorização do dólar ainda não foi suficiente para reverter a queda das exportações brasileiras de manufaturados, mas tem permitido a empresas nacionais conquistar contratos externos por apresentarem preços competitivos internacionalmente.

Caminho de volta. Entre 2010 e 2012, cerca de 60 a 80 unidades do esportivo de luxo SLS AMG, da Mercedes-Benz, foram importadas da Alemanha e vendidas no País a partir de US$ 360 mil, o equivalente, na época, a cerca de R$ 650 mil. Por ter produção limitada, o modelo, famoso pelas portas tipo asa de águia, hoje tem grande procura no mercado de usados e o Brasil entrou na mira de interessados.

“Com a alta repentina do dólar no Brasil, é mais vantajoso comprar aqui”, afirma Raucci. Segundo ele, o SLS ano 2011 custa US$ 110 mil no mercado local (cerca de R$ 440 mil), enquanto na Europa é vendido por US$ 150 mil a US$ 180 mil (R$ 600 mil a R$ 720 mil), dependendo da quilometragem e das condições do carro. “Mesmo tendo de pagar em média US$ 8 mil (R$ 24 mil) para o transporte, ainda compensa”, diz.

Raucci vendeu quatro esportivos SLS para alemães (um deles conversível) e tem pelo menos mais 20 encomendas. “É um fato inédito exportar modelos Mercedes-Benz que foram produzidos lá”, afirma. Outra vantagem, diz ele, é que automóveis dessa categoria rodaram pouco no País. “Temos versões que rodaram apenas 5 mil quilômetros.”

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