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Brasil volta a impulsionar vendas do Carrefour

Operação brasileira da rede francesa cresceu 8,4% no 1º trimestre, com avanço em todos os formatos de loja; vendas totais do grupo cresceram 3,2%

FERNANDO NAKAGAWA, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2015 | 02h04

LONDRES - O Brasil continua liderando o aumento das vendas entre as três grandes unidades globais da rede francesa Carrefour. De acordo com relatório do primeiro trimestre de 2015, a filial brasileira registrou crescimento nas vendas de 8,4% na comparação com os três primeiros meses do ano passado no conceito de mesmas lojas - pontos abertos há mais de um ano - e sem incluir combustível.

Em termos orgânicos - conceito que leva em conta as novas lojas -, o desempenho no Brasil foi mais forte, com alta de 13,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. A empresa chama atenção para o bom resultado "mesmo com a forte base de comparação", já que no primeiro trimestre de 2014 as vendas haviam crescido 8,3%.

O relatório da rede varejista francesa destaca ainda o fato de que as vendas crescem em todos os formatos operados pela rede no Brasil, como hipermercados, supermercados, lojas de conveniência e "atacarejo" (combinação de atacado com varejo), com a bandeira Atacadão. O resultado registrado usa como base a taxa de câmbio constante.

Vendas totais. As vendas totais do grupo no primeiro trimestre atingiram 21 bilhões (US$ 22,4 bilhões), alta de 3,2%, informou a companhia. O crescimento ficou acima das projeções de analistas ouvidos pela Reuters, que esperavam expansão de 2,5%, para 20,8 bilhões.

Entre as três principais unidades do Carrefour, o resultado da matriz foi positivo e as vendas cresceram 2,5% na França no conceito de mesmas lojas e sem contar combustível, acima da média do grupo, que viu as vendas aumentarem 2,3%. Na Espanha, o terceiro grande mercado da empresa, as vendas registraram ligeiro crescimento de 0,3% no mesmo conceito, abaixo da média global.

Entre as demais filiais, a Argentina viu crescimento das vendas de 26,1% no conceito de mesmas lojas. A própria varejista, no entanto, minimiza o desempenho ao citar que a elevada inflação no país influencia o resultado.

Na China, onde a economia passa por processo de desaceleração, as vendas caíram 14% no conceito de mesmas lojas. "Em um ambiente que continuou a ser marcado pelo consumo frugal, as vendas caíram. Nesse país, nós iniciamos a adoção de um plano de ação como parte da evolução do nosso modelo de negócio", diz a empresa.

As ações da varejista encerraram ontem com alta de 2,04%, a 32,79. No ano, os papéis acumulam valorização de 30%.

Novo acionista. Na quinta-feira, o empresário Abilio Diniz divulgou ao mercado que aumentou sua participação no Carrefour global, de 2,4% para 5,07%. O empresário, ex-dono do Grupo Pão de Açúcar, comprou uma fatia de 10% da subsidiária brasileira em dezembro. O investimento foi feito por meio da Península, gestora de recursos da família Diniz. A fatia de 5,07% do Carrefour é avaliada em 1,5 bilhão. Na compra dos 10% da filial brasileira, o desembolso foi de R$ 1,8 bilhão.

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