Brasil volta a ter superávit com a China

A crise global inverteu a tendência do comércio entre Brasil e China e transformou o déficit em superávit. O Brasil acumulou um robusto saldo de US$ 2,8 bilhões com os chineses de janeiro até a segunda semana de junho. No primeiro semestre de 2008, o déficit do comércio bilateral estava em US$ 1,5 bilhão, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

AE, Agencia Estado

24 de junho de 2009 | 10h03

Dois fatores explicam a reviravolta nas relações comerciais com o dragão asiático: a recomposição de estoques de matérias-primas (commodities) na China, que incentivou as vendas de minério de ferro e de soja, e a queda da produção industrial no Brasil, que derrubou as importações de componentes e máquinas chinesas.

Para o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, o Brasil vai obter um "superávit importante" com a China em 2009. Ele ressaltou que o impacto para a balança é significativo, pois o país asiático é responsável hoje por 22,5% do superávit do Brasil com o mundo. Os economistas acreditam que o saldo atual é um "ponto fora da curva" e o Brasil deve retomar o padrão de déficits crescentes com a China a partir de 2010. No segundo semestre, a tendência é de superávits menos expressivos, à medida que a economia brasileira se recupera e a China termina de recompor os seus estoques. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Tudo o que sabemos sobre:
balançaChina

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.