CBMM/ Divulgação
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Supercarro inglês terá estrutura feita com nióbio brasileiro

Batizado de BAC Mono, o supercarro será um veículo para ser usado em pistas e também nas estradas

Redação, O Estado de S.Paulo

06 de outubro de 2020 | 14h58

A CBMM, com sede em Minas Gerais e líder global na fabricação de produtos de nióbio, se uniu à britânica Briggs Automotive Company (BAC), especializada em carros de luxo de alta performance, para produzir um monoposto (carro para uma pessoa, como os de corrida) com estrutura feita da matéria-prima. O nióbio torna o aço mais forte, resistente e mais leve.

Segundo a empresa, será o primeiro automóvel esportivo de luxo a usar nióbio, elemento químico já presente em motores a jato, foguetes, estruturas de construção etc. A parceria foi antecipada ontem por Sonia Racy, na coluna Direto da Fonte, no Estadão.

A BAC é a única fabricante de monocarros para uso nas ruas, além das pistas de corrida. Em 2011 lançou o Mono, superesportivo que já passou por atualizações. A próxima, prevista para 2021, terá nióbio em sua estrutura. 

“A parceria entre as empresas tem o objetivo de proporcionar ainda mais eficiência ao novo BAC Mono, já que o uso de ligas metálicas enriquecidas com nióbio no chassi implicará em redução de material necessário para se atingir o objetivo estrutural do veículo”, informa Pablo Salazar, responsável pela área de Mobilidade da CBMM.

Segundo ele, “o resultado é um automóvel mais leve, com possibilidade de alcançar maior velocidade em menor tempo, além de oferecer melhor resposta de frenagem e segurança.”

Salazar afirma que, após a etapa de desenvolvimento e testes dos protótipos estruturais, a BAC implementará a tecnologia do nióbio em sua linha de produção comercial.

De acordo com a empresa, que é controlada pela família Moreira Salles – sócia do banco Itaú Unibanco – materiais enriquecidos com nióbio e grafeno (outro produto que será integrado à produção da CBMM), ajudam na melhoria das propriedades estruturais e permitem veículos mais leves, sustentáveis e seguros, objetivos cada vez mais buscados na cadeia automobilística global.

A empresa brasileira vai participar do desenvolvimento do novo carro, oferecendo consultoria em design e manufatura de materiais de alta resistência, e não fará aportes na BAC. O projeto teeá financiamento do Office for Low Emission Vehicles (Olev), órgão do governo inglês que visa o fomento do desenvolvimento tecnológico e a transformação da indústria da mobilidade mais sustentável.

A CBMM não dispõe de dados sobre números de vendas do Mono, que custa mais de R$ 1 milhão, e nem se ele será vendido no Brasil. Hoje a BAC exporta 80% de sua produção para países como Estados Unidos, Hong Kong, Canadá, Japão México, Suécia e Polônia. 

Corridas em locais remotos

No setor automotivo, além de desenvolver, em parceria com diversas empresas, produtos inovadores de nióbio como carrocerias, chassis e discos de freio, a CBMM é parceira fundadora do Extreme E, projeto que contará com ações que visam chamar a atenção para as mudanças climáticas em todo o planeta.

O projeto estreia no próximo ano e contará com competições de utilitários-esportivos (SUVs) elétricos e ocorrerá em locais remotos como Amazônia, Senegal e Groenlândia. A empresa também é patrocinadora da Fórmula E, a “Fórmula 1 de carros elétricos”.

Mineira de Araxá, a CBMM tem mais de 400 clientes em 40 países, além de escritórios e subsidiárias na China, Países Baixos, Cingapura, Suíça e Estados Unidos. Fornece produtos e tecnologia de ponta aos setores de infraestrutura, mobilidade, aeroespacial e energia.

No ano passado a companhia passou a atuar também com grafeno, ao fazer aportes na 2DM, de Cingapura. O grafeno é outro componente que a BAC usará em seus supercarrões.

 

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