Marcio Fernandes/Estadão
Marcio Fernandes/Estadão

Brasileiro está mais disposto a comprar ovos de Páscoa neste ano, diz pesquisa

No entanto, o consumo do produto será mais racional por conta das restrições sofridas no período de crise

Márcia De Chiara, O Estado de S.Paulo

28 Março 2018 | 05h00

Menos endividado e mais otimista, o brasileiro está mais disposto a ir às compras de chocolate na Páscoa deste ano. Mas o consumo do produto que é o carro-chefe da data será mais racional por conta das restrições sofridas no período de crise.

Isso é o que revela uma pesquisa online nacional, com cerca de mil pessoas  das classes A, B e C, feita na primeira quinzena deste mês pela consultoria britânica dunnhumby. A empresa é especializada na análise do comportamento consumidor e está presente em 78 países.

Dois terços dos entrevistados (66%) pretendem gastar a mesma cifra ou mais do que a do ano passado com chocolates, aponta a enquete. Destes, 37% planejam desembolsar mais pelo produto e 29% o mesmo valor do ano anterior. O gasto com chocolate para a maioria dos entrevistados (66%) será de até R$ 50.

++ Ilusão no peso dos ovos de Páscoa esconde preço maior

Um resultado da pesquisa que chama a atenção é que a intenção de compra de caixa de bombons e de barra de chocolate cresce mais na Páscoa deste ano em relação a mesma data do ano anterior comparativamente à do ovo de Páscoa, que é um produto de maior valor.

A enquete revela que 50% dos consumidores planejam levar para casa neste ano caixa de bombom para comemorar a data, ante 38% na Páscoa do ano passado. No caso da barra de chocolate,  39% pretendem comprar o item este ano, contra 37% em 2017. Já nos ovos  de Páscoa, o avanço foi bem menor:  51% pretendem comprar este ano, ante 49% no ano passado.

"Esses resultados mostram que a Páscoa deste ano será mais gorda, porém mais racional", afirma  a gerente de Novos Negócios da consultoria, Natália Salgado. Ela ressalta que esse pode ser um dos efeitos da crise recente. Esse movimento também  foi observado em países europeus  quando saíram recessão. "A volta da bonança melhora o consumo, mas não de maneira desenfreada."

++ Passada a crise, bancos começam a procurar clientes para oferecer crédito

Fabrício Chagas, gerente de Inteligência de Mercado da consultoria, ressalta os resultados positivos macroeconômicos apontados pela pesquisa, que têm reflexos no consumo. Um terço dos entrevistados está otimista, praticamente a mesma fatia apontada pela pesquisa do ano passado (31%). No entanto, a parcela daqueles que estão menos endividados comparativamente ao ano anterior diminuiu muito: eram 24% em 2017 e houve um recuo para 19% este ano.

Na análise de Chagas, otimismo estável e menor endividamento dos brasileiros devem impulsionar as vendas de chocolate na data. De acordo com a pesquisa 91% dos consumidores vão comprar algum tipo de chocolate na Páscoa deste ano.

++ Classes C e D vão consumir mais ovos nesta Páscoa, diz pesquisa

Esse impulso para compras ganha força  com a queda dos preços do chocolate ao consumidor. Estudo da Confederação nacional do Comércio (CNC), com base no Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15),  mostra que em 12 meses até fevereiro o preço do chocolate acumula queda de 8%.

Mais conteúdo sobre:
chocolate comércio Páscoa ovo de páscoa

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.