Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Brasileiro Lemann tem a 2ª maior fortuna da Suíça

Ranking coloca o empresário à frente de nomes como a família Hoffmann e Oeri, principal acionista da farmacêutica Roche

Jamil Chade, correspondente de O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2016 | 18h18

Estar numa lista dos mais ricos é para poucos. Mas estar na lista dos mais bilionários de um dos países mais ricos do mundo é para pouquíssimos. Essa é a situação do empresário brasileiro Jorge Paulo Lemann que, neste ano, ocupa a segunda posição entre as maiores fortunas da Suíça.

Numa classificação publicada pela revista suíça Bilan Lemann soma pelo menos US$ 27 bilhões. Ele, porém, teria perdido US$ 1 bilhão neste ano. A liderança é da família Kamprad, com US$ 45 bilhões e donos da rede Ikea. A Suíça tem US$ 6 trilhões depositados em 266 bancos.

Mas o Brasil superou a família Hoffmann e Oeri, com uma fortuna no setor farmacêutico calculada em US$ 23 bilhões. A família é a principal acionista da empresa Roche. O quarto lugar vem para outra família com ligações com o Brasil. Com US$ 17 bilhões, a família de Joseph Safra teria ganho US$ 1 bilhão no ano.

Mas os suíços, apesar de concentrar grande parte da fortuna do planeta, constatam a saída do país de alguns deles. Benjamin Steinmetz, por exemplo, deixou Genebra para Israel, enquanto a família Elkhereiji optou por Mônaco. Já o cantor Phil Collins, com uma fortuna estimada em US$ 300 milhões deixou a Suíça para retornar aos EUA, enquanto Shania Twain, com US$ 500 milhões, se mudou ao Canadá. 

O avanço da fortuna de Lemann chama a atenção até mesmo dos suíços. Até 2011, ele ocupava "apenas" a nona posiçao entre as pessoas mais ricas da Suíça. Em 2013, o brasileiro passou a estar entre as três maiores fortunas do país alpino, com um valor total de 20 a 21 bilhões de francos suíços.

Hoje, se Lemann fosse um país, ele seria a 101ª maior economia do mundo, superando o PIB inteiro El Salvador, Bósnia ou Paraguai. O brasileiro seria três vezes mais rico que toda a economia do Haiti. 

Entre seus ativos está a Heinz, empresa que ele comprou de Warren Buffet, a rede Burger King e principalmente 15% das ações da maior empresa de cervejas do mundo, a Anheuser-Busch InBev.

Filho de um fabricante de queijos que abandonou a região de Emmental e tentou sua sorte no Brasil, Lemann vive parte de seu tempo à beira do lago de Zurique.

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