Brasileiro vai comandar nova gigante resultante da fusão entre Heinz e Kraft Foods

Carioca de 46 anos, Bernardo Hees teve seu primeiro contato com os investidores do 3G ainda aos 20 anos, quando conseguiu uma bolsa de estudos pela Fundação Estudar

O Estado de S.Paulo

26 de março de 2015 | 02h03

Você percebe que Bernardo Hees é um discípulo do empresário Jorge Paulo Lemann quando assiste a uma entrevista sua e perde as contas de quantas vezes ele usa a expressão "sonho grande". Esse é um mantra dos brasileiros que, liderados por Lemann, fundaram a Ambev e depois construíram um império global no segmento de bebidas e alimentos: "Sonhar grande dá o mesmo trabalho de sonhar pequeno", costumam dizer.

É esse carioca de 46 anos, catequizado pelos donos do 3G, que vai comandar a empresa resultante da fusão entre Heinz e Kraft Foods, companhia que já nasce como a quinta maior do setor de alimentos e bebidas do mundo.

Hees tinha 20 anos quando teve o primeiro contato com o trio de investidores - Lemann, Beto Sicupira e Marcel Telles. Ele cursava Economia na PUC do Rio, quando conseguiu uma bolsa com a Fundação Estudar, mantida pelos três. Depois fez MBA na Universidade de Warwick, na Inglaterra.

"Na época, 40% dos alunos saíam do curso para trabalhar em empresas de internet, outros iam tocar negócios da família. Eu estava nos 10% que seguiam um caminho exótico", relatou em uma entrevista. Hees virou analista de empresa ferroviária no Sul do País, que estava praticamente quebrada - a ALL. Em 2005, o carioca foi alçado à presidência da companhia, onde ficou até 2010. Sócio do fundo 3G, Hees foi escolhido para tocar a operação do Burger King depois da aquisição e, em 2013, assumiu a Heinz.

Conhecido por ser afiado no corte de custos, Hees demitiu 600 funcionários da rede de fast-food nas semanas seguintes à aquisição. Na Heinz, foram mais de 1,3 mil demissões.

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