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Brasileiros acusam produtores de laranja dos EUA

O presidente da Associação Brasileira de Exportadores de Cítricos (Abecitrus), Ademerval Garcia, acusou hoje os produtores norte-americanos de usar o dinheiro arrecadado com a taxa de equalização (cobrada de produtores estrangeiros) para pressionar os políticos na tentativa de manter barreiras tarifárias ao Brasil.A taxa, de US$ 0,20 por caixa de laranja, serviria para equilibrar o mesmo valor da taxa que incide sobre cada caixa de laranja e que é cobrada dos produtores locais para propaganda do suco de laranja naquele país.Só que a taxa foi proibida pela Justiça dos Estados Unidos, o que levou o Brasil a encaminhar uma queixa à Organização Mundial do Comércio (OMC), alegando que a existência da taxa de equalização não se justificaria. "Com o fim da taxa, o dinheiro da taxa de equalização, cobrada de produtores estrangeiros, passaria a ser utilizado na publicidade do suco. Mas os produtores admitiram que estão usando o valor para o lobby, ou seja, é uma tarifa política", afirmou Garcia.Apesar de as negociações para a formação da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) estarem, segundo o presidente da Abecitrus, emperradas no setor, os produtores estariam fazendo pressão temendo a redução do protecionismo norte-americano ao suco brasileiro. "Esse desvio na função mostra que eles estão extremamente preocupados com o nosso potencial comercial", disse Garcia, que retornou ontem dos EUA, onde participou do encontro do setor.

Agencia Estado,

26 de maio de 2003 | 16h34

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