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Brasileiros aproveitam promoções nos EUA

Em Nova York, Black Friday teve forte presença brasileira nas lojas; data é a mais importante para o varejo americano

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE / NOVA YORK, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2013 | 02h07

A principal data anual do comércio dos Estados Unidos, a Black Friday, foi marcada ontem por lojas cheias, filas nas portas e nos caixas e forte presença de brasileiros nas grandes redes em Nova York.

Em todas as lojas visitadas pelo Broadcast ontem em Nova York a presença de brasileiros era grande. Na loja da BestBuy na Quinta Avenida, havia até um vendedor brasileiro contratado para atender o grande fluxo de turistas do País.

O principal interesse dos brasileiros eram eletrônicos, como tablets, laptops e videogames. Mas roupas e brinquedos também foram citados pelos turistas. Dois casais da Bahia, que preferiram não se identificar, disseram que estão aproveitando as férias na cidade para comprar "de tudo", incluindo enxoval de bebê. "Está inviável comprar qualquer coisa no Brasil", disse uma das brasileiras, destacando que um brinquedo que comprou em Salvador no começo do mês por R$ 115 achou por US$ 15 (cerca de R$ 35).

Grandes redes já abriram suas portas no início da noite de quinta-feira, que era feriado nos EUA, já com as promoções da Black Friday. As filas começaram a se formar, sobretudo em frente às lojas da maior rede de eletrônicos do país, a BestBuy, logo na manhã da quinta-feira.

Algumas ofertas foram reservadas apenas para as primeiras pessoas que entrassem na loja, como um laptop Dell a US$ 178. Na loja de brinquedos Toys 'R' Us na Times Square as filas dobravam o quarteirão.

Em outras cidades do país, a sexta-feira também foi movimentada. As filas e lojas movimentadas em outras partes dos EUA foram destaques na televisão americana ontem. Em algumas lojas do Walmart, houve até briga pelos produtos mais baratos. Em uma delas, um homem foi esfaqueado em uma briga por uma vaga no estacionamento no Estado de Virginia. Os dois envolvidos foram presos.

Na avaliação do economista da Northern Trust, Carl Tannenbaum, essa busca por pechinchas é reflexo do aumento da desigualdade nos EUA nos últimos anos.

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