Brasileiros e americanos mostram otimismo com Alca em 2005

As negociações para a constituição da Área de Livre Comércio das Américas (Alca) devem ser "exitosas" e, apesar das divergências, o prazo de 2005 deverá ser mantido, segundo avaliam os representantes do Brasil e dos Estados Unidos que estiveram reunidos hoje no Rio. Os co-presidentes da comissão pelo lado brasileiro, Adhemar Bahadian, e pelo lado norte-americano, Peter Allgeier, demonstraram otimismo em relação ao andamento das negociações. Allgeier concedeu a entrevista pouco antes de ser atingido no rosto por uma torta arremessada por um jovem que informou fazer parte de uma organização chamada Confeiteiros Sem Fronteira. Tanto Bahadian quanto Allgeier deixaram claro, na entrevista coletiva na sede do antigo Palácio Itamaraty, no Rio, que há divergências entre os 34 países que estão negociando a formação da Alca."As divergências existem e é natural que assim seja na formação de uma instituição como essa", disse Bahadian. Ele mencionou que os pontos mais controversos estão concentrados em quatro pontos: investimentos estrangeiros, compras governamentais, serviços e propriedade industrial. A questão agrícola também exigirá mais negociação, na opinião de Bahadian. Allgeier citou também a questão da agricultura, mas ele considera que há avanços nessa área e disse "estar otimista" quanto à solução dos impasses na área agrícola. A reunião de hoje foi preparatória para uma reunião de negociação que será realizada em setembro ou outubro em Trinidad Tobago, na América Central. Os resultados da reunião de Trinidad Tobago serão levados para a reunião ministerial, que será realizada em novembro em Miami. A reunião de Miami tem caráter decisório, conforme explicaram os co-presidentes. Tanto Allgeier quanto Barradian fizeram questão de deixar claro que há divergências, mas que elas estão sendo explicitadas e que os ministros definirão os pontos de convergência para o início da Alca em 2005. "Tanto o presidente Lula quanto o presidente Bush afirmaram que estão empenhados para o andamento das negociações", resumiu Bahadian.

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