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Brasileiros passam a ser o alvo

Projetos são adaptados para o mercado nacional

Tiago Décimo, O Estadao de S.Paulo

24 de agosto de 2009 | 00h00

O presidente da Associação para o Desenvolvimento Imobiliário e Turístico do Nordeste Brasileiro (Adit), Felipe Cavalcante, acredita que o cancelamento de alguns empreendimentos e o adiamento de tantos outros na região teve papel positivo para o mercado nacional, apesar da desconfiança despertada entre os potenciais compradores. "Isso nos ajudou a separar o joio do trigo e a alertar os compradores sobre os riscos de fazer negócios sem pesquisar a empresa com a qual se está negociando", avalia.Cavalcante se arrisca a dizer que é possível prever quando um investidor é um "aventureiro". "No caso da Lagoa do Coelho, por exemplo: o cidadão era um vendedor de carros em Múrcia (Espanha), veio passar férias no Brasil, comprou um terreno imenso a preço de banana, porque fica longe tanto da praia quanto da cidade, e começou a vender as unidades na Europa antes de obter qualquer certificado", diz. "Claro que, para concluir o negócio, os compradores não tiveram informações."O secretário de Turismo do Rio Grande do Norte - Estado onde seria instalado o empreendimento -, Fernando Fernandes, porém, diz que não seria possível prever que o projeto não iria adiante. "O investidor pagou pelo terreno à vista, procurou o governo, deu entrada na documentação ambiental, contratou arquitetos, abriu um escritório (já fechado)... Não havia indícios de que o projeto pudesse dar errado", diz. "A análise prévia do investidor não é da alçada do governo."O secretário de Turismo de Pernambuco, Sílvio Costa Filho, discorda do colega potiguar. "A gente monta um comitê de desenvolvimento sustentável para todo investidor que chega com um projeto nesse setor para o Estado", diz. "Realizamos um estudo prévio do projeto, analisamos as origens do investidor e auxiliamos na parte burocrática, com a qual os estrangeiros não estão acostumados. Por isso, dos cinco grandes empreendimentos hoteleiro-imobiliários que temos em andamento em Pernambuco, agora, apenas um, da empresa Qualta, foi adiado, para readequação." As "readequações de projeto" são as adaptações dos planos originais dos empreendimentos, dirigidos a compradores internacionais, para o gosto (e o bolso) dos brasileiros. "Para isso, grosso modo, o projeto tem de estar perto tanto da praia quanto de um centro urbano, ou de um grande destino turístico", diz Cavalcante. Ele aponta o Complexo Turístico Aquiraz Riviera, localizado nos arredores de Fortaleza (CE), como exemplo de empreendimento que conseguiu se remodelar em tempo de enfrentar as mudanças de mercado. O projeto, iniciado em 2001, orçado em R$ 750 milhões e capitaneado pelo consórcio luso-brasileiro Aquiraz Empreendimentos Turísticos, teve o lançamento atrasado em um ano. O foco dos esforços de vendas deixou de ser Portugal e Espanha para passar a ser o mercado nacional. "Lançamos a primeira fase, composta de 312 lotes de, em média, mil m², em 26 de junho, e já tivemos 80% das unidades vendidas", diz o diretor-geral do empreendimento, Jorge Chaskelmann.

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