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Brasília, caos e esperança

No saguão do Aeroporto de Brasília, caminham lado a lado engravatados empurrando malas e operários vestidos de azul e com capacete carregando guias de concreto. O som característico do aeroporto de alertas para voos e decolagem de aeronaves é abafado pelo barulho das britadeiras.

O Estado de S.Paulo

24 de novembro de 2013 | 02h09

Os 43,3 mil passageiros que passam, em média, por dia pelo aeroporto convivem agora com cerca de 2,8 mil operários responsáveis pelas obras, sem contar os terceirizados.

A concessionária Inframérica, formada pela brasileira Infravix e pela argentina Corporación América, precisa entregar até maio do ano que vem as obras exigidas no contrato de concessão assinado em junho do ano passado com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

A construção de dois píeres vai ampliar o número de pontos de embarque de 13 para 28. Ao mesmo tempo, os dois terminais estão passando por reformas na cobertura, no piso e nas pontes de embarque. Foi preciso mexer na área de desembarque por causa das obras de duplicação do viaduto que dá acesso ao piso superior. De acordo com a Inframérica, o pátio das aeronaves será ampliado em 300 mil m² com a recuperação do atual viaduto e a construção de um novo entre as pistas.

Apesar de terem sido construídos novos sanitários e ampliadas as salas de desembarque , os transtornos das obras incomodam passageiros, profissionais de companhias aéreas e lojas, além dos autônomos que ganham a vida no aeroporto.

Os frequentadores do Aeroporto de Brasília concordam que aumentaram os transtornos por causa das obras, mas esperam que, cessado esse período, os benefícios compensem o "caos" do momento. "É óbvio que nesse momento de reforma, os serviços pioraram", reclama o economista Joaquim da Silva. "Mas não sei se esse é o momento adequado para cobranças", pondera.

A Inframérica venceu a concessão do Aeroporto de Brasília com uma oferta de R$ 4,5 bilhões, um ágio de 673%. A concessionária promete investir R$ 900 milhões até a Copa do Mundo e R$ 2,85 bilhões durante a concessão. A capacidade do terminal subirá dos atuais 16 milhões de passageiros por ano para 21 milhões em 2014 e 41 milhões na última fase. / M.R.A

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