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Brasília inaugura posto de GNV, após alerta de ministro

Um dia depois de o ministro interino de Minas e Energia, Nelson Hubner, ter desaconselhado os motoristas a fazer novas conversões dos carros para Gás Natural Veicular (GNV), foi inaugurado hoje em Brasília o primeiro posto que vai oferecer GNV à clientela da capital federal. Apesar de fazer pouco mais de uma semana que a Petrobras cortou parte do fornecimento de gás ao Rio de Janeiro e São Paulo, o presidente da Companhia Brasiliense de Gás (CEBgás), o ex-ministro de Minas e Energia José Jorge disse que está tranqüilo e não vê risco de faltar GNV para os motoristas brasilienses."Estamos tranqüilos. Temos um contrato com a Petrobras e ele vai ter de ser cumprido. Além disso, o volume de gás que contratamos é pequeno. A crise afeta mais onde o consumo é maior", disse José Jorge. Segundo o ex-ministro, inicialmente a CEBGás vai comprar 45 mil metros cúbicos de gás por dia, o que, segundo ele, garante o abastecimento de uma frota de 15 mil veículos.Os números são, de fato, bem inferiores aos dos mercados do Sudeste. No Rio de Janeiro, por exemplo, a CEG vende cerca de 2,9 milhões de metros cúbicos diários de GNV. Segundo a empresa, o Rio de Janeiro tem uma frota de cerca de 550 mil veículos movidos a gás.A distribuidora do Distrito Federal firmou contrato de compra do combustível com a GasLocal, sociedade formada pela Petrobras e a White Martins que processa Gás Natural Liquefeito (GNL) em uma unidade industrial localizada em Paulínia, interior de São Paulo. Uma vez liquefeito, o combustível é colocado em caminhões e transportado até Brasília.Essa logística, necessária porque não há gasodutos na região da capital, encarece um pouco o produto. No posto que foi inaugurado hoje - pertencente à revendedora local Gasol - o metro cúbico do GNV vai custar R$ 1,79. No Rio de Janeiro, em média, o metro cúbico do GNV custa R$ 1,35, segundo a CEG.Desde que estourou a crise do gás, o governo federal vem criticando os incentivos dados pelos Estados ao uso do GNV. O ministro Hubner chegou a dizer, ontem que, estão em estudos medidas para desestimular o uso do gás em automóveis. Para José Jorge, as declarações de Hubner desaconselhando novas conversões para GNV se aplicam aos mercados de maior porte. "O ministro falou isso pensando mais no Rio e em São Paulo, porque nesses estados as distribuidoras estavam vendendo mais gás do que haviam contratado. Em Brasília, nosso contrato é até maior do que o que vamos usar. Se a demanda crescer mais do que o previsto, vamos tentar ampliar o contrato", ressaltou.

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