Brasília promete paralisação geral e estima 10 mil pessoas na Esplanada

Foram destacados contingentes da Polícia Militar, Batalhão de Choque, Cavalaria e Rotam; como tem ocorrido nas manifestações na Esplanada, os policiais vão realizar revistas nos manifestantes

André Borges, colaborou Eduardo Rodrigues, O Estado de S.Paulo

27 de abril de 2017 | 16h51

BRASÍLIA - O governo do Distrito Federal (GDF) montou um esquema especial de segurança para acompanhar a greve geral prevista para esta sexta-feira, 28, e eventuais protestos. São esperadas cerca de 10 mil pessoas nas manifestações que devem ocorrer na Esplanada dos Ministérios, segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP) do Distrito Federal.

Apesar da expectativa e planejamento do GDF, a instrução do Sindicato dos Servidores Públicos Federais do Distrito Federal (Sindsep-DF) é para que os funcionários públicos permaneçam em suas casas. "Quanto menos gente na Esplanada, melhor. A ideia é que as pessoas fiquem em casa, até mesmo porque não vai haver transporte público coletivo na sexta-feira. Queremos a Esplanada e a cidade vazia, pois é uma greve de produção e circulação", afirmou ontem ao Broadcast o secretário-geral do Sindsep, Oton Pereira Neves.

A maioria dos serviços públicos de Brasília deve parar nesta sexta-feira, apesar de o governo do Distrito Federal ter informado que cortará o ponto de quem não for trabalhar na sexta-feira (28/4) devido à greve geral. O Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Transportes Metroviários do DF (SindMetrô/DF) informou que vai aderir ao movimento nacional, com suspensão dos serviços por 24 horas, a partir da meia-noite de hoje.

A Procuradoria Geral do Distrito Federal informou que entrou na tarde desta quinta-feira no Tribunal Regional do Trabalho da 10ª Região com pedido de manutenção da totalidade do Sistema de Transporte Público Coletivo do Distrito Federal. No documento, a Procuradoria afirma que a paralisação causará um "verdadeiro caos na mobilidade urbana" de Brasília. "O Governo de Brasília reitera que, cumprindo a Lei Geral de Greve, haverá corte de ponto dos servidores públicos que aderirem ao movimento grevista", informou o GDF.

Os professores, conforme informações do Sindicato dos Professores da Rede Pública do DF (Sinpro-DF) e do Sindicato dos Professores em Estabelecimentos Particulares de Ensino (Sinproep-DF), também aderiram às paralisações.

Os bancos também estarão fechados. O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Brasília (SEEBB-DF) decidiram cruzar os braços por 24 horas. O Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde de Brasília (SindSaúde-DF) também defendem a paralisação.

Os servidores do Detran já pararam nesta quinta-feira e prometem interrupção dos serviços por 48 horas, segundo informou Sindicato dos Trabalhadores em Atividades de Trânsito, Policiamento e Fiscalização de Trânsito das Empresas e Autarquias (Sindetran-DF).

O Sindicato dos Trabalhadores do Poder Judiciário e do MPU no DF informou que também apoia a paralisação. O mesmo foi feito pelo Sindicato dos Urbanitários (STIU-DF), que chama a participação e adesão dos trabalhadores das empresas CEB, Furnas, Eletronorte e Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

A partir da meia-noite desta quinta-feira, os dois sentidos da Esplanada dos Ministérios serão interditados para veículos, entre a rodoviária do Plano Piloto até a altura da Praça dos Três Poderes. Haverá reforço nas ações de policiamento na área central.

Uma força-tarefa formada pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), Serviço de Limpeza Urbana (SLU) e Novacap faz nesta quinta-feira o recolhimento de entulhos e objetos, como pedras e madeiras, próximo aos prédios ministeriais. "A ação tem o objetivo de atuar preventivamente para evitar o uso de material contundente contra manifestantes ou profissionais que estiverem envolvidos nos protestos", informou a SSP.

Foram destacados contingentes da Polícia Militar, Batalhão de Choque, Cavalaria e Rotam. Como tem ocorrido nas manifestações na Esplanada, os policiais vão realizar revistas nos manifestantes. Não será permitida, durante os protestos, a presença de objetos perfurantes ou cortantes, garrafas de vidro e outros tipos que possam causar ferimentos. Os policiais militares ainda serão distribuídos no gramado em frente ao Congresso Nacional.

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