Braskem adia conclusão de projetos na Venezuela

A anunciada expansão internacional da petroquímica Braskem foi adiada mais uma vez. Com planos de produzir resinas termoplásticas na Venezuela e no Peru, a companhia brasileira deverá iniciar suas operações no exterior apenas no início de 2013, um ano após o último cronograma divulgado pela fabricante. Esse novo adiamento foi decidido pela direção da Propilsur, joint venture entre Braskem e a estatal venezuelana Pequiven. A postergação já havia sido sinalizada pela Braskem em novembro do ano passado. A Propilsur, empresa que será responsável pela construção de uma fábrica de polipropileno (PP) na Venezuela, representa o primeiro passo internacional da Braskem, que no Brasil controla os polos petroquímicos instalados na Bahia e no Rio Grande do Sul. O projeto, no entanto, já foi postergado duas vezes. A princípio, a previsão da Braskem era iniciar as operações da joint venture em 2010. Esse prazo, no entanto, foi postergado no ano passado para uma janela entre o final de 2011 e o começo de 2012. Agora, o novo prazo mira o começo de 2013. A outra parceria de Braskem e Pequiven na Venezuela, conhecida como Polimerica, também deverá ter seu cronograma revisto em no mínimo um ano. Com isso, o plano das empresas de produzir 1,3 milhão de toneladas de eteno e 1,1 milhão de toneladas de polietileno no país vizinho foi adiado para 2014. Inicialmente as unidades entrariam em operação em 2012, mas tiveram o prazo de entrada em operações postergado no ano passado para 2013.A alteração das datas, explica o vice-presidente da Braskem, Roberto Ramos, foi causada pela mudança no cenário econômico mundial a partir do segundo semestre do ano passado. "A recessão mundial ?empurrou? o fim do ciclo de baixa do setor petroquímica de 2012 para 2013", disse.

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