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Braskem avalia RS e BA para produzir plástico de cana

A nova unidade da petroquímica Braskem, que produzirá 200 mil toneladas por ano de plástico à base de cana-de-açúcar no Rio Grande do Sul ou na Bahia, deve ser anunciada dentro de três meses e receberá um investimento de US$ 150 milhões, disse o gerente de polímeros verdes da companhia, Antonio Morschbacker, na Câmara Americana de Comércio (Amcham) de Porto Alegre."Estamos avaliando as condições dos dois Estados. Mas acredito que o Rio Grande do Sul tem um pouco mais de chances do que a Bahia de receber essa nova planta", disse. O polímero verde da Braskem - polietileno de alta densidade, uma das resinas mais utilizadas em embalagens flexíveis - é resultado de um projeto que já recebeu cerca de US$ 5 milhões em investimentos. Parte desse recurso foi destinada à implantação de uma unidade piloto para sua produção, no Centro de Tecnologia e Inovação da Braskem, no Pólo Petroquímico de Triunfo, no Rio Grande do Sul."A Braskem tem o objetivo de se tornar a maior produtora de biopolímeros do mundo. Queremos liderar esse setor e com a implantação dessa nova planta já seremos a maior produtora de polietileno a base de cana do mundo," afirmou o gerente da empresa.De acordo com Morschbacker, os dois Estados apresentam vantagens e desvantagens, as quais devem ser levadas em conta pela empresa para decidir onde instalar a nova fábrica. Rio Grande do Sul concentra outras unidades da Braskem no Pólo Petroquímico de Triunfo que facilitariam a produção do "plástico verde". Rio Grande do Sul e Bahia não têm plantação de cana-de-açúcar, mas o Estado baiano está próximo de Pernambuco e Alagoas, que podem fornecer a matéria-prima. No caso do Rio Grande do Sul, a cana-de-açúcar teria de vir do Paraná ou de São Paulo.

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