Braskem confirma interesse em participação no Comperj

A petroquímica Braskem está interessada em participar da composição acionária do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj), como parceira da Petrobras, afirmou hoje o presidente da empresa, José Carlos Grubisich. Segundo ele, ficou acertado que, quando houver um "avanço suficiente" na avaliação dos estudos do Comperj para a composição, será levado em consideração o interesse da Braskem no negócio. "A combinação é que ao longo desse primeiro semestre nós deveríamos começar a trabalhar com a Petrobras para avaliar os dados mais objetivos do Comperj e qual é o lugar que a Braskem terá dentro do projeto", disse, em entrevista, após apresentação dos resultados da empresa para investidores em reunião da Apimec.Grubisich lembrou que o foco da Braskem está na fabricação de resinas, ou seja, na segunda geração do Comperj, mas não descartou uma participação minoritária na primeira geração do projeto. "Vamos estudar todas as modelagens societárias possíveis, sem nenhuma restrição conceitual. Mas o nosso foco é polietileno e polipropileno", afirmou.Indagado sobre a possibilidade de vir a participar do empreendimento caso os investimentos sejam integrados na primeira e segunda geração, como chegou a ser cogitado, Grubisich comentou apenas: "Pelo que eu entendi, o projeto já tem escopo diferente, com primeira e segunda geração separadas. Resta apenas uma dúvida para eles (Petrobras) se há a necessidade para quem for participar da segunda geração ter também uma pequena parte na primeira, ou vice-versa".O executivo destacou ainda que, apesar do interesse da empresa no negócio, há ainda a necessidade de avaliação da rentabilidade do investimento, do escopo do negócio e da atratividade do projeto em seu conjunto. "Em si, o projeto não prejudica ou inviabiliza nenhum outro da Braskem. E não vejo motivos para que não participemos", disse, lembrando que, após a consolidação do setor petroquímico, há espaço para a atuação da empresa no Sudeste. "O jogo daqui para a frente é diferente. Não existem restrições geográficas. O importante é ser competitivo no mercado global", disse.

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