Renda extra

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Braskem lucra R$ 1,15 bilhão no 2º trimestre

Resultado é atribuído em boa parte ao câmbio, mas também houve melhora operacional

André Magnabosco, O Estadao de S.Paulo

13 de agosto de 2009 | 00h00

A petroquímica Braskem fechou o segundo trimestre com um lucro líquido de R$ 1,156 bilhão, um crescimento de 186% em relação ao mesmo período de 2008. O resultado é atribuído principalmente à desvalorização do dólar frente ao real, que teve impacto positivo no resultado financeiro da empresa. Mas a companhia também registrou uma melhora operacional no período. A receita líquida no segundo trimestre ficou em R$ 3,668 bilhões, uma queda de 20% em relação ao mesmo período do ano passado.A Braskem informou que a recuperação da demanda doméstica por resinas termoplásticas, aliada à recomposição das margens no setor petroquímico, já permitiu à empresa retomar o nível de utilização de capacidade registrada no período pré-crise. De acordo com o presidente da companhia, Bernardo Gradin, a produção de eteno atingiu 95% da capacidade instalada em julho, contra 93% de junho e 73% do primeiro trimestre do ano.As vendas de resina no mercado doméstico cresceram 18% no segundo trimestre do ano, em comparação aos três primeiros meses de 2009. As vendas de polietileno, polipropileno e PVC da Braskem no mesmo período cresceram 27%. "Registramos recuperação da demanda mês a mês. Julho está melhor do que junho, que havia sido melhor do que maio", destacou Gradin.Apesar disso, Gradin descartou afirmar se o crescimento registrado entre o primeiro e o segundo trimestres de 2009 voltará a se repetir na comparação entre o segundo e o terceiro trimestres. Segundo ele, os resultados do setor no início do ano foram muito fracos, por isso a expansão da demanda no segundo trimestre foi tão expressiva.Gradin voltou a dizer ontem que a aquisição de uma companhia nos Estados Unidos é vista pela Braskem como uma grande possibilidade para a empresa firmar presença na principal economia do mundo. Segundo ele, a companhia está atenta a opções que venham a surgir na América do Norte e, entre outros pontos, deve analisar a possibilidade de o negócio facilitar sinergias com novas aquisições. Para Gradin, a primeira aquisição nos Estados Unidos pode acontecer ainda este ano.O executivo disse também que a aprovação da chamada lei do setor petroquímico pela Assembleia Nacional da Venezuela, em junho, deve mudar o tom das negociações entre as joint ventures formadas naquele país por Braskem, a estatal venezuelana Pequiven e instituições financeiras. A principal dificuldade para as empresas Propilsur e Polimerica é o fechamento de project finance com os fornecedores de linhas de financiamento.Sem dar detalhes sobre as negociações, Gradin afirmou que pretende avançar na definição das condições do financiamento até meados do próximo ano. "A insegurança dos agentes financeiros está na mudança do cenário", afirmou o executivo. Diante do cenário incerto na Venezuela, a Braskem passa a cogitar a possibilidade de o projeto de construção do complexo petroquímico no Peru sair do papel antes da construção da central petroquímica na Venezuela, prevista agora para 2014 - antes, a previsão era 2013.. O projeto peruano levará no mínimo quatro anos para ser viabilizado, mas diante do ambiente regulatório mais claro no mercado peruano poderá ganhar prioridade. NÚMEROS95% foi o índice de utilização da capacidade instalada para produção de eteno da Braskem no mês de julho18% foi o crescimento das vendas de resinas no mercado doméstico no segundo trimestre27% foi o aumento das vendas de polietileno, polipropileno e PVC da Braskem também no segundo trimestre

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