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Bresser defende juros reais de 3% ao ano

O professor da FGV e ex-ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira defendeu há pouco uma queda dos juros reais ? juros nominais descontada a inflação ? para 3% ao ano, sustentada por uma Selic ? a taxa básica de juros da economia ? de 9% e inflação de 6%. Hoje a Selic está em 16% ao ano. Ele admitiu que estes porcentuais podem gerar uma inflação maior do que a existente atualmente, mas argumentou seria apenas um repique, já que a alta dos preços estaria associada aos custos e não ao aumento da demanda. "O problema é que o Brasil tem que cumprir o acordo com o FMI e não pode agir desta maneira", lamentou.Bresser Pereira qualificou de "falsa e mentirosa" a receita do Fundo Monetário Internacional (FMI) para o Brasil obter estabilidade e crescimento. A receita é baseada em bons resultados de superávit primário ? arrecadação do governo menos os gastos com as autarquias municipais, estaduais, federal e as empresas estatais ? e na relação dívida/PIB. O mais importante, segundo ele, seria ter um controle maior sobre déficit público, relação dívida externa/exportações e déficit em conta corrente em relação ao PIB.O professor disse ainda que considera uma boa medida a interferência do governo na taxa de câmbio. "Este é o bom ponto da economia brasileira hoje: manter o câmbio próximo a R$ 2,90. Para mim, a taxa poderia ser até mais alta", disse. Ele acrescentou ainda que este controle é necessário para que o Brasil não fique "a mercê" da entrada e saída de capitais. Bresser Pereira fez estas afirmações durante o evento "Brasil 2004: Estabilidade e Crescimento", que ocorre em São

Agencia Estado,

30 de abril de 2004 | 11h32

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