Breves

SEM REAÇÃODéficit comercial chega a US$ 645 milhõesO déficit da balança comercial alcançou US$ 645 milhões até a quarta semana de janeiro, confirmando a tendência de o mês encerrar com o primeiro saldo negativo no comércio exterior desde março de 2001. No período, as exportações somaram US$ 7,547 bilhões. A cifra representa uma queda de 21,8% na média diária de embarques em relação à média de todo o mês de janeiro de 2008. As importações apresentaram queda menor, de 8,8%, na mesma comparação, e alcançaram US$ 8,192 bilhões, conforme os dados divulgados ontem pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex).DIVERGÊNCIASGoverno vai adiar pacote de habitação Divergências entre ministros quanto ao custo e à eficácia das medidas provocaram o adiamento, sem data, do lançamento do pacote da habitação. As medidas foram apresentadas a Lula na semana passada. Segundo interlocutores, ele gostou do pacote, mas quer ter certeza de que vai funcionar. Por isso, pediu estudos mais aprofundados à área econômica. O BNDES foi encarregado de fazer um estudo sobre as medidas. TEMPOS DIFÍCEIS36% foi o aumento do volume de empresas inadimplentes em dezembro, na comparação com o mesmo período de 2007 - a maior alta desde 1999, segundo a Serasa41,7% da inadimplência vem dos títulos protestados. No ranking, aparecem depois os cheques devolvidos (39,1%) e as dívidas com bancos (19,2%)COMÉRCIO EXTERIORBrasil vende 40% menos à Argentina As exportações do Brasil para a Argentina nas primeiras quatro semanas de janeiro registram uma queda de 40% em comparação com o mesmo período de 2007. O anúncio foi feito ontem pelo secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Ivan Ramalho, que declarou que as vendas argentinas para o mercado brasileiro também caíram 40% em valor. No entanto, Ramalho, depois de ressaltar o comércio bilateral recorde de 2008 entre os dois países - mais de US$ 30 bilhões - relativizou a queda: "Há efeitos da crise, mas também pode ser por questões sazonais".CAIXA EXTRAR$ 14 bi do FSB pode financiar empresasOs R$ 14,24 bilhões que o Tesouro Nacional aplicou no Fundo Soberano do Brasil (FSB) poderão ser outra fonte de financiamento para as empresas, além dos R$ 100 bilhões que o governo colocou à disposição do Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) nos próximos dois anos. Dependendo da evolução do cenário econômico, o governo poderá autorizar o uso do dinheiro - hoje aplicado em títulos do governo no Fundo Fiscal de Investimento e Estabilização (FFIE) - para financiar investimentos do setor privado, inclusive repassando os recursos ao BNDES, informou o secretário do Tesouro, Arno Augustin."A crise econômica já compromete as políticas de segurança alimentar e não torna fácil nosso objetivo de acabar com a fome em 40 anos"Jacques Diouf, diretor-geral da ONU para Agricultura e Alimentação (FAO)

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