BRF afirma que situação de Pernomian não impedia sua atuação como administrador

Rodrigues terá de cumprir pena de 5 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, segundo decisão do tribunal

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

02 Agosto 2017 | 12h04

SÃO PAULO - A BRF afirmou que sempre teve conhecimento da situação do executivo José Roberto Pernomian Rodrigues, vice-presidente de integridade corporativa, que teve sua prisão decretada pelo Tribunal Regional Federal da 3ª Região, em São Paulo, no mês passado. 

O jornal Folha de S. Paulo afirmou que Rodrigues terá de cumprir pena de 5 anos e 2 meses de prisão em regime semiaberto, segundo decisão do tribunal. Rodrigues teve seu nome envolvido em 2007 na Operação Persona, da Polícia Federal, que investigava a Cisco. Seu nome foi ligado ainda à Operação Carne Fraca, em março deste ano, na qual teve um mandado de condução coercitiva expedido em seu nome.

Em nota, a companhia disse que esta situação não gera impedimento para sua atuação como administrador. "A companhia entende que se trata de um caso que diz respeito à pessoa do José Roberto e concerne a fatos ocorridos há mais de 10 anos, os quais não se relacionam às suas atividades atuais, nem interferem no trabalho dele na BRF", disse.

A BRF afirmou ainda que "havendo necessidade, tomará as providências cabíveis no melhor interesse dos seus negócios, nos termos da legislação e de seus políticas e normas internas". O Tribunal Regional Federal da 3ª Região disse que o caso está sob sigilo e não forneceu mais detalhes. 

Rodrigues tem forte influência nos negócios da gigante de alimentos e é tido como homem de confiança do empresário Abilio Diniz, presidente do conselho de administração da BRF, que defendeu a contratação do executivo em 2013. 

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